A complexidade de projecção de um filme IMAX em película de 70mm pode surpreender a maioria das pessoas.
No cinema, o nome IMAX detém uma relevância especial, por ser um formato que leva ao extremo aquilo que é possível fazer-se com a tecnologia "tradicional" das câmaras analógicas. Desde cedo que se percebeu que, quanto maior fosse um negativo e película maior seria a qualidade, e o formato IMAX levou isso ao limite usando uma película de 70mm. Com isso vieram todo um conjunto de limitações e restrições directamente ligadas ao tamanho físico da película e demais componentes, que fazem com que todo o processo de filmagem em IMAX se torne numa grande complicação (o tamanho das câmaras e o seu barulho são aspectos que têm que ser superados/suportados pelos realizadores e actores).
Mas, desta vez, a atenção recai sobre a complexidade no momento final, o da projecção destas mega-películas, que podem representar mais de 15 km de película, para a sua exibição no grande ecrã.
Tudo isto ajuda a perceber porque motivo há poucas salas IMAX "verdadeiras", e que a maioria dos IMAX mais recentes sejam apenas salas de IMAX digital.
Dito isto, e tendo em conta a relação complexidade/qualidade - e por muito que se possa apreciar o formato analógico - parece-me inevitável que o IMAX acabe por se tornar extinto, dando lugar aos sistemas digitais. Havendo até já cinemas que abdicam dos projectores e usam ecrãs micro-LED de grande dimensão, capazes de replicar uma experiência "OLED" no cinema, com contraste que nenhum projector pode igualar - para não falar dos formatos "high frame rate" por muito que sejam considerados sacrilégio pelos puristas.
2026/04/19
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