2026/05/24

Tesla FSD passa a "Assisted Driving" na China

A Tesla mudou a designação do "Full Self Driving" na China, para um mais realista e informativo "Tesla Assisted Driving".

A Tesla voltou a mudar o nome do seu sistema de assistência à condução na China, abandonando a polémica designação "Full Self-Driving" (FSD). O sistema passa agora a chamar-se "Tesla Assisted Driving", uma alteração que aproxima a descrição do produto das suas capacidades reais, e, resultado da crescente pressão regulatória no maior mercado automóvel do mundo.

Apesar da Tesla promover há muitos anos a visão de carros totalmente autónomos, o seu sistema continua a ser um sistema classificado como Nível 2 de condução autónoma, o que significa que o condutor continua a ser totalmente responsável pelo veículo e a ter que manter atenção permanente sobre o mesmo. Embora a tecnologia da empresa seja considerada uma das mais avançadas entre os sistemas de assistência à condução disponíveis, continua longe de oferecer condução totalmente autónoma - tendo já levado a que a Tesla passasse a designá-lo por "FSD supervisionado" - um nome que, ainda assim, induz em erro as suas capacidades.
Na China, as autoridades têm vindo a apertar regras relacionadas com tecnologia automóvel e segurança, levando a Tesla a clarificar as suas reais capacidades. A empresa já tinha alterado anteriormente o nome do sistema no mercado chinês, removendo gradualmente referências mais ambiciosas ligadas à autonomia total. A nova designação surge como uma tentativa de evitar interpretações enganadoras e alinhar melhor o marketing com aquilo que o sistema efectivamente consegue fazer: a de ser, para todos os efeitos, um sistema de assistência à condução e não um sistema de condução autónoma "total", como dava a entender.

A mudança acontece também numa altura em que a concorrência chinesa está a acelerar o desenvolvimento de tecnologias de assistência à condução. Vários fabricantes locais já oferecem funcionalidades semelhantes, em muitos casos sem custos adicionais para os clientes. Há também um aumento da oferta de empresas como a Nvidia, que estão a promover os seus próprios sistemas de assistência à condução, que aceleram a velocidade com que qualquer fabricante interessado pode adicionar estas capacidades aos seus veículos sem necessidade de criar todo o sistema de raiz.

Fica apenas a questão final: quantas polémicas se poderia ter evitado, se desde o início a Tesla tivesse comercializado esta opção como "Tesla Assisted Driving" em vez do enganador "Full Self-Driving"?

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