2026/06/19

Pixel Screenshots passa a usar AI na cloud

O processamento AI das capturas de ecrã nos Pixel deixa de ser feito unicamente no dispositivo e passa a usar a AI na cloud da Google.

A Google está a alterar o funcionamento do Pixel Screenshots, que deixa de depender exclusivamente da inteligência artificial executada localmente no dispositivo. Com a actualização mais recente, a app passa a complementar o processamento local com o o processamento na cloud para algumas tarefas, seguindo uma estratégia semelhante à que já tinha sido adoptada por funcionalidades como o Magic Cue e o Recorder.

A mudança é visível nas definições da app, onde a opção anteriormente descrita como "Pesquisar capturas de ecrã com AI no dispositivo" passou a chamar-se simplesmente "Pesquisar capturas de ecrã com AI", removendo a referência ao dispositivo. Ainda assim, a Google indica que os dados utilizados pela aplicação são processados num "ambiente seguro e isolado, quer no próprio smartphone, quer na cloud".
Segundo a empresa, este processamento remoto é suportado pela infraestrutura Private AI Compute (pdf link), uma tecnologia concebida para executar modelos Gemini na cloud sem comprometer a privacidade dos utilizadores. A Google assegura que os dados permanecem protegidos através de encriptação e ambientes isolados, não sendo acessíveis pela própria empresa durante o processamento.

Apesar desta mudança, o Pixel Screenshots continua a utilizar modelos de AI locais em determinadas situações, permitindo processar capturas de ecrã sem ligação à internet, embora podendo resultar em capacidades mais limitadas face ao processamento com os recursos adicionais na cloud. É uma estratégia que também está a ser usada pela Apple no seu Apple Intelligence, e que se deverá tornar no padrão para as funcionalidades AI nos próximos anos: disponibilizar funcionalidades AI locais "básicas", e que são expandidas pelas capacidades da AI na cloud.

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