Um Airbus A350-1000ULR da Qantas fez um voo de teste de mais de 24 horas, entre a Austrália e França.
O Airbus A350-1000ULR desenvolvido para a Qantas concluiu um voo de teste histórico ao voar 24 horas e 25 minutos sem escalas entre Melbourne (Austrália) e Toulouse (França). O voo estabelece um novo marco para a aviação comercial e demonstra que a companhia australiana está cada vez mais próxima de lançar as rotas ultralongas do Project Sunrise, previstas para 2027.
O novo avião foi concebido especificamente para realizar voos directos entre Sydney e cidades como Londres ou Nova Iorque, eliminando a necessidade de escalas. Para isso, o A350-1000ULR conta com um depósito de combustível adicional, que aumenta a autonomia em cerca de 1.000 milhas náuticas, permitindo percorrer distâncias próximas das 10.000 milhas náuticas (18.520 km).
Durante os testes, a Airbus implementou um sistema de rotação de pilotos para minimizar a fadiga. A versão comercial do avião terá capacidade para 238 passageiros, mas com uma configuração de baixa densidade que privilegia o conforto. Estão previstos espaços dedicados ao bem-estar dos passageiros, incluindo zonas de self-service com bebidas e refeições, e zonas onde poderão caminhar um pouco para "esticar as pernas".
Se o calendário se mantiver, os voos comerciais do Project Sunrise deverão tornar-se os mais longos do mundo, com voos de 21h40m entre Sydney e Nova Iorque, ultrapassando os actuais serviços da Singapore Airlines entre Singapura e Nova Iorque (18-19h).
Apesar dos desafios técnicos, quando se entra nesta escala de voos ultra-longos, na maioria das vezes os problemas deixam de ser propriamente de engenharia, mas sim de logística a nível dos requisitos humanos. Ainda assim, será uma excelente notícia para quem quiser dar literalmente a volta a meio-mundo, sem ter que se preocupar com paragens intermédias.
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