2026/07/24

Falha no macOS deixa substituir apps por versões maliciosas

Uma falha no macOS permite substituir apps oficiais por versões maliciosas, sem qualquer aviso para os utilizadores.

Investigadores de segurança descobriram uma vulnerabilidade no macOS que permite substituir silenciosamente o ficheiro executável principal de apps descarregadas da Internet, sem necessitar de privilégios de administrador. Segundo o relatório, o problema afecta várias versões recentes do sistema operativo da Apple e pode fazer com que apps consideradas fiáveis executem código malicioso sem apresentar avisos de segurança ao utilizador.

O ataque exige que o utilizador já tenha executado uma app ou script, mas, uma vez obtido esse acesso, um atacante pode substituir o executável de apps como o Signal, Slack, Visual Studio Code, Brave, Cursor ou Proton Mail. Como a app continua a apresentar o nome e o ícone originais, os pedidos de acesso ao Keychain ou a pastas protegidas do macOS parecem legítimos, aumentando a probabilidade do utilizador conceder permissões sem suspeitar.



Os investigadores explicam que a vulnerabilidade não contorna directamente mecanismos como o Gatekeeper ou o Transparency, Consent, and Control (TCC). Em vez disso, explora a confiança do utilizador numa aplicação já instalada, recorrendo a pedidos de autorização autênticos do macOS para aceder a dados sensíveis. O problema afecta sobretudo aplicações instaladas fora da Mac App Store, que normalmente pertencem ao utilizador em vez de serem geridas pelo sistema.

Apesar da divulgação do problema, a Apple considera que o comportamento não constitui uma vulnerabilidade que exija uma correcção de segurança. A empresa argumenta que o ataque depende da execução prévia de código malicioso e de técnicas de engenharia social para convencer o utilizador a aprovar os pedidos de acesso. Ainda assim, os investigadores defendem que o macOS deveria voltar a validar aplicações modificadas e identificar claramente a assinatura digital do executável responsável pelos pedidos de permissões, alertando os utilizadores para este tipo de ataque (como um popup como o que aparece no topo deste artigo).

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