Não é segredo que a Google se tem esforçado por colocar as suas ferramentas AI a um clique de distância dos utilizadores, onde quer que estejam, (está até a oferecer vídeos AI gratuitos), e agora foi a vez do Google Earth.
O Google Earth ganha o Nano Banana 2 para a geração de imagens AI a partir de qualquer localização, numa capacidade que é apresentada pela Google como sendo potenciadora para explorar cidades tal como eram no passado, ou como poderão ficar com base em alterações previstas para o futuro. Num dos exemplos a Google mostra como pode ser usada para recriar Pompeia tal como seria nos seus dias de glória.
Os resultados podem variar em função da qualidade (ou falta dela) nos pedidos feitos, pelo que não poderei reclamar do meu pedido para que o Google Earth imaginasse a Rotunda da Boavista no Porto tal como seria no futuro longínquo - tendo ficado algo preocupado que, nesse futuro longínquo, ainda se tivessem estradas com grande predominância - numa altura em que eventualmente já teríamos os "carros voadores" a levar-nos para todo o lado.Today we’re bringing AI image generation with Nano Banana to Google Earth, letting you virtually reimagine anywhere in the real world. 🍌 https://t.co/zsgvAnbYrl
— Google Earth (@googleearth) July 30, 2026
For the first time, you can generate custom images using Google Earth’s satellite, aerial, and 3D imagery. 🌎 pic.twitter.com/yed45vLZOo
No entanto, esta tecnologia levanta também as preocupações do costume. Esta novidade da Google faz com que se fique a um clique de distância para gerar imagens falsas potencialmente perturbadoras, como colocar milhares de refugiados/migrantes em zonas sensíveis, ou mostrar edifícios destruídos / não destruídos em zonas de guerra, etc. etc.
A Google argumenta que as imagens geradas têm a marca SynthID para identificar que são geradas por AI, mas isso não invalida que as mesmas possam ser espalhadas de forma viral sem que as pessoas se preocupem com isso (além de que há formas de remover essas marcas). Por outro lado, é preciso ter em conta que quem desejar fazer este tipo de uso malicioso, também já o poderia fazer há muito, captando a imagem base no Google Earth ou Google Maps, e depois manipulando a imagem usando um dos muitos modelos AI disponíveis. Por essa perspectiva, o facto da Google apenas agilizar o processo não poderá ser visto de forma assim tão penalizadora, e também não me parece que, por causa de alguns poucos poderem fazer um uso malicioso desta tecnologia, todos os outros tenham que ser penalizados por causa disso.Tonight I typed just one sentence into Google Earth and put refugees near the Mexican border. Then I planted a nuclear plant in Iran. What on earth is Google doing? Check my latest post here: https://t.co/N0h6CVECqS pic.twitter.com/WSjdcEXWJx
— 𝚑𝚎𝚗𝚔 𝚟𝚊𝚗 𝚎𝚜𝚜 (@henkvaness) July 30, 2026
Os conteúdos falsos gerados por AI há muito que passaram a ser algo com o qual teremos que lidar, de uma forma ou de outra.




















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