A Google está a preparar chips "Frozen 2" com modelos AI gravados no hardware, para melhorar a velocidade e eficiência.
A Google estará a desenvolver um novo chip de AI, conhecido internamente como Frozen v2, com o objectivo de tornar os modelos Gemini muito mais eficientes. Segundo os rumores, o novo processador poderá chegar em 2028 e oferecer um desempenho até dez vezes superior ao das actuais soluções da empresa em termos de eficiência energética na geração de tokens.
O custo do processamento AI tem-se tornando num grande diferenciador, e isso faz com que o desenvolvimento de chips personalizados se torne num elemento fundamental. Nos últimos meses, também a OpenAI e a Anthropic anunciaram ou reforçaram planos para criar hardware próprio destinado às suas plataformas de inteligência artificial, reduzindo a dependência nos GPUS genéricos da Nvidia.
A criação de chips com modelos AI "gravados" tem vantagens e desvantagens: a grande vantagem é a velocidade e eficiência; mas pelo outro lado, os chips correm o risco de se tornarem obsoletos se se evoluir para um modelo AI com arquitectura substancialmente diferente. Tendo em conta a velocidade de evolução dos modelos AI, e a longa demora para tornar chips realidade, é algo que se torna bastante arriscado, mas a Google acredita que se terá chegado a um ponto em que os modelos AI actuais têm capacidade suficiente para se manterem úteis durante um prazo alargado, mesmo com a inevitabilidade de que surjam modelos melhores no futuro.
Isto faz com que, para 2028, o grande diferenciador entre as empresas AI não sejam as capacidades dos seus modelos, mas sim o custo a que podem ser disponibilizados aos utilizadores e clientes - algo que, na verdade, já vai acontecendo hoje em dia, numa altura em que muitas empresas têm imposto limites aos gastos com as ferramentas AI.
2026/07/21
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