Perante a polémica gerada, a Meta recuou na anunciada funcionalidade de transformação AI nas imagens no Instagram.
A Meta recuou e removeu a polémica funcionalidade de inteligência artificial do Instagram que permitia utilizar fotografias de contas públicas para criar novas imagens através da AI. A decisão surge na sequência de fortes críticas por parte de utilizadores e diversas entidades.
A funcionalidade fazia parte do lançamento do novo gerador de imagens Muse Image e permitia criar conteúdos através da simples menção (@) de uma conta pública do Instagram. No entanto, os utilizadores não eram notificados quando as suas fotografias eram utilizadas, levantando preocupações relacionadas com privacidade e potenciais abusos - para além de que a Meta automaticamente activou as novas opções para permitir este tipo de uso.
Numa actualização ao seu comunicado, a Meta reconheceu que a funcionalidade "não correspondeu às expectativas" e confirmou que foi desactivada. A empresa frisou que o seu objectivo era oferecer uma ferramenta criativa com opções de controlo para os utilizadores, mas admitiu que o feedback recebido demonstrou que a implementação não foi bem aceite pelos utilizadores.
A Meta vê-se numa posição em que não pode usar dois pesos e duas medidas. Por um lado diz levar a sério a privacidade dos utilizadores, ao ponto de nem permitir gravações nos seus óculos inteligentes se alguém tapar o LED indicador, por outro lado, activou automaticamente a opção que permitia que qualquer foto publicada no Instagram pudesser ser imediatamente manipulada pela sua nova funcionalidade AI.
2026/07/12
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