2026/07/04

Stellantis, Wayve e Uber unem forças nos táxis autónomos

A Stellantis, Wayve e Uber, estão a fazer uma parceria para a criação de táxis autónomos sem condutor.

A Stellantis, a Wayve e a Uber anunciaram uma parceria para desenvolver e implementar táxis autónomos de Nível 4, ou seja, sem condutor, à escala global. A colaboração foi formalizada através de um Memorando de Entendimento não vinculativo, assinado a 17 de Junho de 2026, e pretende reunir três componentes consideradas essenciais para tornar a mobilidade autónoma uma realidade comercial: os veículos, a tecnologia de inteligência artificial, e a plataforma de distribuição.

A divisão de responsabilidades entre as três empresas está bem definida. A Stellantis entra com as suas Plataformas L4-Ready, veículos concebidos de raiz para operação autónoma, com sensores integrados e os sistemas de redundância necessários para uma utilização intensiva sem condutor. A Wayve fornece o software de condução por inteligência artificial, desenvolvido com uma abordagem de ponta a ponta que dispensa o mapeamento detalhado cidade a cidade, o que permite expandir o serviço para novos mercados de forma mais rápida e económica. A Uber fica responsável por integrar estes veículos na sua rede global, ligando os passageiros às viagens autónomas através da aplicação que já conhecem.

Esta parceria não surge do nada. Baseia-se em relações já existentes entre as empresas, nomeadamente num acordo recente entre a Stellantis e a Wayve para tecnologia de condução assistida avançada, e numa parceria entre a Wayve e a Uber para lançar viagens autónomas em Londres, Tóquio e outras dez cidades ainda em 2026. A nova iniciativa representa uma evolução natural dessas colaborações, agora com um âmbito mais alargado e um objectivo comercial bem definido. O plano concreto passa por trabalhar em conjunto na integração, testes, validação e implementação de veículos em cidades da Europa, América do Norte e outros continentes. O memorando estabelece ainda o quadro para futuros acordos que poderão abranger o desenvolvimento tecnológico, licenciamento, produção e aquisição de veículos, mantendo cada empresa a flexibilidade para desenvolver colaborações adicionais na área da condução autónoma com outros parceiros.

[Pela Estrada Fora]

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