Zuckerberg preferiu pagar $18B num acordo, em vez de se arriscar a ser "crucificado" num julgamento.
A Meta chegou a um acordo que pode atingir os 18 mil milhões de dólares para encerrar um processo apresentado por 29 estados norte-americanos relacionado com a segurança de crianças e adolescentes nas suas plataformas. A empresa era acusada de ter concebido o Facebook e o Instagram de forma a incentivar comportamentos de dependência entre os utilizadores mais jovens, além de recolher dados de menores sem o consentimento dos pais.
Embora o acordo não represente uma admissão de culpa, evita que o caso avance para julgamento. Como parte do entendimento, a Meta compromete-se a manter durante os próximos dez anos um conjunto de medidas de protecção para adolescentes, desenvolvidas em colaboração com procuradores-gerais de vários estados dos EUA.
Entre as novas regras estão um limite diário de duas horas de utilização para Facebook e Instagram, alertas regulares sobre o tempo passado nas aplicações, um modo nocturno que bloqueia o acesso entre a meia-noite e as seis da manhã, e esconder o número de gostos e reações. A empresa também se compromete a reforçar os sistemas de verificação de idade, os controlos parentais, e as ferramentas para impedir contactos indesejados.
Claro que a Meta apresenta isto sob a sua própria perspectiva de que é uma coisa positiva, dizendo que pretende transformar estas medidas num padrão para toda a indústria, apelando ao TikTok e ao YouTube para seguirem o seu exemplo. Cerca de 30% do valor do acordo só será pago na totalidade caso essas plataformas implementem limites de utilização, controlos nocturnos, e tecnologias de verificação de idade comparáveis às propostas pela empresa.
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