A nova vaga de óculos inteligentes poderá enfrentar problemas na Europa se estiverem equipados com câmaras.
Os óculos inteligentes da Meta poderão enfrentar uma proibição na Alemanha e, eventualmente, noutros países da União Europeia, devido a preocupações relacionadas com a proteção da privacidade. As autoridades alemãs consideram que o indicador luminoso que assinala a gravação de vídeo é demasiado discreto, tornando difícil para terceiros perceberem quando estão a ser filmados.
Na Alemanha é proibido deter ou vender câmaras que estejam disfarçadas de outros objectos, e isso aplica-se também aos óculos. Os testes efectuados concluíram que a utilização destes óculos para gravar pessoas em espaços públicos poderá violar a legislação europeia de proteção de dados. Segundo o regulador, já começaram a ser aplicadas multas em alguns casos. Na Alemanha, a decisão de proibir oficialmente a venda ou posse destes dispositivos cabe à Bundesnetzagentur, que estará a analisar a situação. Caso avance, a medida poderá criar um precedente importante para outros países europeus.
As preocupações não se limitam à Alemanha. Em Maio, a autoridade francesa de proteção de dados, a CNIL, alertou para os riscos associados à utilização de óculos inteligentes com câmaras integradas, enquanto o European Data Protection Board (EDPB) deverá publicar este Verão um relatório dedicado a esta categoria de dispositivos, que poderá influenciar futuras decisões em toda a União Europeia.
Estas medidas podem também por em causa outros produtos com câmaras que estão a ser preparados, como os AirPods com câmaras, e outros dispositivos AI que pretendem usar câmaras para dar aos agentes AI contexto visual sobre o que se passa.
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