O Windows está a preparar novas opções para lidar com sistemas com memória unificada, como os baseados no RTX Spark da Nvidia.
A Microsoft está a testar uma nova funcionalidade para o Windows 11 que permitirá aos utilizadores definir quanta memória unificada deve ser reservada para o GPU. Isto acontece numa altura em que se aproxima o lançamento dos primeiros portáteis equipados com chips NVIDIA RTX Spark, que usam memória unificada.
Conhecida internamente como "IntelligentCarveout", a funcionalidade permitirá ao Windows reservar memória adicional para jogos e apps de inteligência artificial mais exigentes. A descrição presente na versão de testes indica que a memória reservada para o GPU deixará de estar disponível para outras aplicações, ficando inteiramente e exclusivamente reservada.
A mudança faz sentido tendo em conta as características da RTX Spark, que pode incluir até 128 GB de memória LPDDR5X unificada partilhada entre CPU e GPU. Com este tipo de arquitectura, a possibilidade de ajustar manualmente a quantidade de memória atribuída à componente gráfica poderá ser essencial para executar modelos AI de grande dimensão e aplicações avançadas sem limitações.
Ainda assim, podemos dizer que se esperava mais. O Windows já tem capacidade de partilhar memória do sistema com o GPU (nos GPUs integrados) de forma dinâmica, e esperava-se que o mesmo pudesse acontecer com a RTX Spark, evitando a necessidade de ajustar manualmente a memória frequentemente.
Por outro lado, este chip da Nvidia arrisca-se a não ter o interesse esperado, pois a sua largura de banda de 273GB/s fica bastante abaixo do obtido por GPUs de gama média e alta (que facimente superam 1TB/s) e penaliza fortemente o seu desempenho - algo demonstrado pelo facto de estar actualmente a baixar de preço, em sentido oposto ao que tem acontecido com os GPUs.
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