2026/09/22

iPhones 18 Pro de 1TB e 2TB usam memórias mais lentas

Os iPhone 18 Pro e Pro Max de maior capacidade (1TB e 2TB) usam memória Flash QLC mais lenta que os modelos de menor capacidade.

A era de John Ternus à frente parece estar rapidamente a passar de "bestial" a "besta". Depois das polémicas com a restrição artificial dos controlos manuais das câmaras e dos novos filtros fotográficos, chega agora nova descoberta que não se limita a opções de software.

Foi descoberto que as versões de 1 TB e 2 TB da série iPhone 18 Pro utilizam memória QLC NAND em vez da TLC NAND usada nos modelos de 256 GB e 512 GB, uma tecnologia que privilegia maior capacidade de armazenamento a custo mais reduzido, mas que pode comprometer o desempenho e a longevidade. Segundo os testes realizados o iPhone 18 Pro Max de 1 TB consegue ultrapassar os 3.000 MB/s em escrita enquanto a cache SLC está disponível. No entanto, após essa cache ficar cheia, a velocidade média de escrita cai para apenas 79,4 MB/s, chegando em alguns momentos a valores tão baixos como 25,6 MB/s. Quando o armazenamento atinge cerca de 60% de ocupação, a situação agrava-se ainda mais, com a velocidade média a descer para 45 MB/s e mínimos registados de apenas 1,1 MB/s.
A diferença também é visível em cargas de trabalho mais exigentes. Num teste misto de leitura e escrita, um iPhone 18 Pro de 512 GB equipado com memória TLC obteve uma pontuação de 11.285 pontos, enquanto o modelo de 1 TB com QLC ficou pelos 8.168 pontos, uma desvantagem de quase 38%.

A situação levanta algumas questões, uma vez que os modelos de maior capacidade são também os mais caros da gama e tendem a ser escolhidos por utilizadores profissionais que necessitam desse espaço extra. Tarefas como gravação prolongada de vídeo ProRes, edição de conteúdos 4K, transferência de grandes ficheiros, ou processamento intensivo de fotografias e vídeo irão ser mais afectadas por estas limitações.

Embora a gestão de cache da Apple consiga esconder muitas das desvantagens da memória QLC durante a utilização comum no dia a dia, é de imaginar que muitos utilizadores se sintam enganados por estarem a pagar mais de 3 mil euros por um iPhone de 2TB, que vem com armazenamento pior que a versão de 256GB e 512GB.

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