Com o lançamento dos Pixel 11 gerou-se nova polémica, com a equipa do GrapheneOS a anunciar que a Google parecia ter feito grande retrocesso na segurança, removendo o suporte para o MTE (Memory Tagging Extension) que tem estado presente nos Pixel desde os Pixel 8, e que se torna num dos elemento base para a segurança promovida pelo sistema. Mas após mais alguma análise, surgem notícias positivas. Embora a funcionalidade venha desactivada de origem, os mais recentes testes indicam que o hardware mantém pelo menos suporte básico para esta tecnologia de segurança.
O Android MTE (Memory Tagging Extension) é uma funcionalidade de segurança por hadware que verifica se os processos podem efectivamente aceder às zonas de memória que tentam aceder, sendo uma protecção contra a maioria dos ataques (e bugs) de buffer overflows, e outros acessos de memória indevidos. Com isto a ser feito por hardware, evita-se a perda de desempenho que seria significativa se fosse feita por software.
Então, porquê a Google ter desactivado isto nos Pixel 11? Actualmente, o Android 17 QPR2 Beta 4 continua a desactivar totalmente o MTE ao nível do sistema operativo e do firmware, mas inclui componentes necessários para activar a funcionalidade. Os testes realizados mostram que é possível activar o MTE utilizando comandos específicos e um kernel modificado. No entanto, a equipa do GrapheneOS teme que a Google só tenha removido o suporte de forma tão abrangente caso o impacto no desempenho fosse realmente significativo ou existissem problemas técnicos mais profundos relacionados com o processador.We have good news about the Pixel 11. It still has at least bare minimum support for MTE at a hardware level. We think they removed most of the hardware acceleration from the CPU cache to save money. They ruined the performance so it ended up being fully disabled in firmware. It…
— GrapheneOS (@GrapheneOS) September 1, 2026
Além das dúvidas em torno do MTE, o GrapheneOS refere que a série Pixel 11 apresenta algumas reduções de especificações face à geração anterior, incluindo alterações no GPU e menos memória RAM em determinados modelos Pro. A equipa queixa-se também que tem sido cada vez mais difícil lidar com a Google desde a remoção do suporte aos dispositivos Pixel do AOSP em 2025. Com tal, a sua recomendação é a de que os utilizadores se mantenham nos Pixel 10 ou anteriores, e contempla a hipótese de passar a dedicar-se quase exclusivamente aos futuros modelos Motorola com GrapheneOS que chegarão no próximo ano, e que contam com as características de hardware desejadas para a máxima segurança do sistema.


















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