Perante o cenário que se vive, a Intel e a AMD estão a adicionar o suporte para as velhas memórias DDR4 aos seus novos CPUs.
A crise no mercado da RAM está a obrigar Intel e AMD a repensar as suas plataformas e a recuperar uma tecnologia que parecia estar a caminho da reforma: a DDR4. Com os preços da memória DDR5 a atingirem valores cada vez mais elevados, os dois fabricantes estão a preparar novos processadores e plataformas compatíveis com a memória da geração anterior, permitindo actualizar o PC sem que isso obrigue a substituir também a RAM.
A Gigabyte revelou que duas das suas gamas de motherboards vão suportar futuros processadores Intel baseados no socket LGA 1700, com lançamento previsto para o início de 2027. Esta plataforma estreou em 2021 com os processadores Alder Lake de 12ª geração e tinha a particularidade de suportar tanto DDR4 como DDR5. A Intel abandonou posteriormente essa compatibilidade dupla, mas a subida dos preços da memória está a obrigar a rever essa abordagem. A AMD está a seguir um caminho semelhante, com novas motherboards para a plataforma AM4, compatível com DDR4, a que se juntou o relançamento do Ryzen 7 5800X3D para assinalar o décimo aniversário da arquitectura Ryzen. Embora comprar hardware novo baseado numa tecnologia com mais de dez anos pareça estranho, não deixa de ser uma forma de lidar com a situação actual.
A diferença pode ser enorme: um kit DDR5 de 32 GB pode custar actualmente mais de 500 euros, enquanto um kit DDR4 equivalente se pode encontrar por menos de 250 euros. Além disso, tem a grande vantagem de permitir a reutilização da memória que eventualmente já se tiver no sistema antigo.
Esta solução não será atractiva para quem procura o máximo desempenho, já que a DDR5 continua a oferecer velocidades superiores, mas para muitas pessoas, a diferença de preço poderá não compensar a diferença de desempenho para o "uso normal" do dia a dia.
2026/10/11
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