Apesar de haver relatos de pessoas que estão a cancelar as encomendas, o lançamento do novo iPhone Duo parece estar a ser um sucesso, com os prazos de entrega a derraparem para 2027 e havendo rumores que a Apple já terá pedido um aumento da produção para mais 40% de unidades - o que parece ir ao encontro daquilo que tinhamos dito acerca da recepção abaixo do esperado dos iPhone 18. Por outro lado, há muito que dizer sobre o Duo.
Quem avançar com a compra de um iPhone Duo, que por cá começa nos 2.400 euros, terá que estar disposto a viver com bastantes condicionantes de ordem prática, tanto a nível do hardware como do próprio software.
Do lado do hardware, começa a descobrir-se que o "milagroso" ecrã anti-vincos dos iPhone Duo afinal também mostra vincos com a utilização intensiva. A parte que mais ajuda a disfarçar isto é o acabamento mate anti-reflexo que a Apple aplicou no ecrã, mas que tem a desvantagem de poder ser manchado pela gordura dos dedos (ou cremes), nalguns casos podendo ficar permanentemente manchado.
Outra potencial fonte de frustração inicial é o atraso no desbloqueio, especialmente para quem vier de um iPhone com Face ID. O Duo usa apenas um sensor de impressões digitais no botão lateral, e de origem vem com um atraso propositado no desbloqueio que se pode tornar um pouco irritante. Felizmente, é algo que pode ser resolvido activando uma opção de "desbloqueio imediato" que permite uma experiência idêntica, em rapidez, de aceder ao iPhone.
Mas, a parte que se tornará mais frustrante tem mesmo a ver com as apps e a falta de preparação para o novo formato de ecrã. Apesar da Apple ter dito que se tem estado a preparar há anos para este novo iPhone, a verdade é que são muitas as falhas. Mesmo funções de acessibilidade como o "Reachability", que baixa o conteúdo no ecrã para mais fácil acesso, não estão disponíveis (prometidas para "mais tarde), e muitas apps populares ainda não estão adaptadas, tornando a sua utilização ridícula no ecrã interior.
A opção pela coluna lateral para a barra de estado também gera críticas, tanto devido ao espaço desperdiçado, como ao facto de mesmo coisas básicas do próprio sistema - como um simples temporizador - ficar cortado, parecendo daqueles erros de principiante.the main complaint with the iPhone Duo seems to be app optimisation which is understandable https://t.co/NYGtgM3rZi
— Holly - I like tech (@AnxiousHolly) October 21, 2026
É certo que será uma questão de tempo até que as apps se adaptem. Mas, para quem já passou pela situação de ter que esperar anos para que certas apps aproveitassem devidamente o ecrã de um iPad, volta a ser uma experiência de déjà-vu que relembra que estes primeiros compradores irão ser "beta testers" durante longos meses, ou até anos.Apple software quality in 2026. This is supposed to be a 15min timer. https://t.co/9L4qcwPEM9
— Tim 🏳️🌈 (@LuftkoppTim) October 21, 2026
E se do lado do software as coisas poderão ser corrigidas, há outras que têm a ver com o hardware e não terão solução. A câmara frontal interior, debaixo do ecrã, tem uma qualidade bastante fraca (como era de esperar), e o problema que antecipei logo na apresentação afinal veio a concretizar-se: com o posicionamento descentrado do MagSafe quando se tem o iPhone Duo aberto, ele não se "aguenta" num carregador ou suporte magnético, começando a tombar!
É algo que se torna bastante embaraçoso para a Apple, ainda para mais parecendo que optou por usar ímanes mais fracos no Duo do que os que utiliza nos iPhone 18 Pro, o que piora ainda mais esta situação. Utilizar o Duo num suporte magnético no automóvel, com ele aberto, vai ser certamente uma receita para que dê um trambolhão ao mínimo solavanco.Turns out when opened, the iPhone Duo tips over on MagSafe stands 😅 pic.twitter.com/R7VwN6Vmf4
— Arun Maini (@Mrwhosetheboss) October 21, 2026
São coisas a ter em conta para quem estiver a considerar comprar o primeiro iPhone dobrável... e que fazem com que talvez seja melhor esperar mais uma ou duas gerações antes de fazer este "investimento".






















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