A OpenAI não pára de se ver envolvida em novelas, e a mais recente é sobre a descoberta de um "sofisticado dispositivo de escuta" num dos seus escritórios. A empresa diz que usou os seus próprios modelos AI para ajudar a descobrir o que o dispositivo era, e quem o teria colocado lá, acabando por descobrir que era um dos seus próprios funcionários. Que prontamente foi despedido e acabou por ser detido pelo FBI.
Ora, passando às partes curiosas: o "sofisticado dispositivo" era na realidade um pequeno módulo ESP32, com câmara e microfone, e com uma antena opcional para melhorar o alcance, e colocado numa porta USB na traseira de um televisor - e absurdamente embrulhado em papel higiénico, o que o tornava flagrantemente despropositado. O funcionário, Abdulrahman Alfozan, saudita, parece também não ter tido o cuidado ao nível de alguém que tem um salário de cerca de $1M por ano, já que terá usado a conta ChatGPT da sua esposa para fazer perguntas sobre a melhor forma de construir um dispositivo de escuta e qual a melhor forma de o esconder.
Como se tal não bastasse, o indivíduo também se terá esquecido do seu saco na sala, saco esse onde estava a sua carteira, cartão de identificação, e dispositivos idênticos que ele estaria a planear colocar em mais locais da empresa.We discovered a sophisticated recording device that was hidden inside one of our offices. We used our models to understand the device and where it had come from, identifying that a specific employee had planted it a few days earlier. We referred the matter to the FBI, and we’re grateful to the agents and prosecutors who moved quickly to make an arrest. The FBI’s investigation is ongoing and we will continue to support their work. At this time, we have no indications of this individual inappropriately accessing or exfiltrating model weights, source code, or customer data. The employee was terminated. We take protecting our technology, data, and people seriously, and as a matter of national importance. Our security program is designed to protect against a wide range of threat actors, from insider risks to cybercriminals to nation states, and this case is an example of how AI can help address these sophisticated security threats.
— OpenAI Newsroom (@OpenAINewsroom) October 13, 2026
O caso já seria suficientemente caricato com qualquer funcionário, mas o facto de se tratar do (aparentemente único) funcionário saudita da OpenAI, e de estar ligado a uma empresa saudita que também tem ligações a membros da família real (mais concretamente ao príncipe Khalid Bin Bader Al Saud), faz com que se multipliquem todas as possíveis "teorias de conspiração".
A OpenAI diz que ele não terá conseguido escutar nada de relevante, mas fica a questão do que ele terá conseguido aceder ao longo dos mais de 12 meses que esteve na empresa.





















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