A SpaceX está a lançar o programa Starlink for Communities, que quer vender o acesso à internet no solo.
Para os operadores de telecomunicações que ainda não o perceberam, a SpaceX começa a revelar mais detalhes de como o serviço Starlink pode ser um "Cavalo de Tróia" com ambições de os ultrapassar. Depois das campanhas agressivas de promoção do serviço Starlink a todos os níveis (doméstico e empresarial), chega agora o Starlink for Communities.
A proposta é simples: um qualquer interessado monta um kit Starlink num local estratégico, mas em vez de se destinar a uso próprio, disponibiliza um ponto de acesso WiFi público que poderá ser acedido por qualquer pessoa - e receber dinheiro por isso. Quem se quiser ligar a esta rede "Starlink WiFi", poderá pagar pelo acesso à hora, por dia, semana, ou mês; com toda a gestão dos pagamentos e acessos a ser feita automaticamente.
É um sistema que nos faz recordar os tempos áureos da rede Fon e dos "foneros" de partilha de WiFi, e que tem boas hipóteses de ser tornar num sucesso idêntico. Será de imaginar que isto tenha um início lento, começando por zonas rurais e com fraca cobertura terrestre, onde o serviço será mais apetecível. Mas, há que ter em conta que isto é algo que a SpaceX pode expandir a todos os seus terminais com uma simples actualização remota, criando instantaneamente uma rede de milhares de hotspots "Starlink" espalhados pelo mundo - com a grande vantagem de automaticamente contornando todas as questões de legislação e licenciamento de obter frequências "5G" em cada país.
Não será de um dia para o outro... mas daqui por uma década poderemos estar a olhar para alguns operadores de telecomunicações da mesma forma que olhamos para a Nokia quando se riu do lançamento dos iPhones da Apple.
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ResponderEliminarAcredito no fornecimento direto de capacidade aos operadores e muito pouco nesta nova possibilidade com uso massificado (exceptuando locais remotos claro está).
ResponderEliminarEm locais como a Europa, parece-me impensável que se venha a ambicionar substituir o modelo atual pelo acesso à uma rede Wi-Fi de terceiros (ou mesmo direct to cell) com base em tempo, subscrição, etc.
Faz lembrar a internet disponibilizada em algumas companhias aéreas que em nada é convidativa.
Também é verdade que 'o medo de estar desligado' pode superar a praticidade...
Em relação à StarLink, não há dúvidas que o serviço está a tornar-se verdadeiramente concorrêncial da fibra ótica podendo, inclusive, ultrapassar latências da fibra em ligações distantes/intercontinentais.