Os clienteus europeus da Tesla deixam de ter o aguardado modo FSD, que passa a chamar-se "Tesla Assisted Driving" na Europa.
Nos EUA tem-se assistido a uma vaga de redefinição de nomes (desde nomes de mares e lagos, à tentativa de passar "AI" para "SI"), e agora a Tesla parece seguir o exemplo. A Tesla mudou o nome do Full Self-Driving (Supervised) para Tesla Assisted Driving (TAD) nos seus sites europeus. Um nome que, pelo menos, é bastante mais realista e menos enganador.
Os rumores são de que esta alteração surge no seguimento de conversações com o Ministério Federal dos Transportes da Alemanha, que supostamente teria indicado que a alteração de nome poderia facilitar a aprovação europeia do sistema. O país também quer que o TAD seja limitado a ultrapassar o limite de velocidade em, no máximo, 10%. Esta exigência está relacionada com a funcionalidade Speed Offset, que actualmente pode permitir velocidades significativamente superiores ao limite em determinadas condições.
A questão da velocidade tem sido um dos principais obstáculos à expansão do FSD na Europa. Países como a Suécia e França já levantaram preocupações sobre o comportamento do sistema, enquanto organizações de segurança rodoviária também criticaram a possibilidade de circular acima dos limites.
A aprovação à escala da UE foi adiada para Dezembro, e exige o apoio de pelo menos 15 países. O "Tesla Assisted Driving" já recebeu autorização em oito, incluindo Países Baixos, Bélgica, Dinamarca, Lituânia, Estónia, Eslovénia, Chéquia e Croácia. No entanto, nem todos os países poderão achar graça aos detalhes que têm sido revelados sobre as pressões da Tesla sobre as entidades reguladoras, incluindo coisas flagrantes como apregoar a melhoria da segurança e depois apresentar estudos altamente duvidosos, que ela própria indica que "não podem ser levados à letra".
O que é certo é que, embora agora já nem seja possível comprar o FSD/TAD (que passou a apenas via subscrição), continuam a existir milhares de portugueses que pagaram por isso, há muitos anos atrás, e que continuam sem poder usufruir de algo que a Tesla lhes vendeu (nem sequer entrando na questão de que o TAD nunca será a condução totalmente autónoma que tinha sido prometida).
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