2009/10/22

Noticias do Dia

Para além do lançamento do Windows 7, hoje trago-vos um novo MID da Dell com Android, o primeiro Android made in Espanha, o Magalhães v2.0, uma app para edição de vídeo no iPhone, e máquina de ultra-sons "de bolso" que nos chega da GE.


DELL lança MID com Android

A Nokia nunca conseguiu que os seus MID (Mobile Internet Devices) se implementassem de forma global, ficando reservados a um nicho de utilizadores.
Será que com este seu Streak a correr o Android, a Dell conseguirá cativar o público?



Magalhães v2.0

Não sei se já todos os alunos terão recebido os seus magalhães (ou até se as escolas já têm infraestrutura para os suportar convenientemente - já que algumas nem sequer redes WiFi têm a funcionar em condições!) mas o novo Magalhães 2 já está aí.



Este novo Magalhães vem em duas versões, o mg2 e o mg2 SE.
  • Windows 7 Starter Edition (e com Linux também, espero!)
  • CPU Intel Atom N270 1,6GHz
  • 1GB DDR2 667Mhz
  • LCD TFT 10,1" com 1024×600
  • Disco 160GB (250GB no SE)
  • Ethernet 10/100Mbps + Wi-fi 802.11 b/g/n
  • Leitor de Cartões 4-em-1 (SD, MMC, MS e MS Pro)
  • Bateria Li-ion 4 células 2200mAH
E no modelo SE:
  • Módulo 3G
  • Caneta PEGASUS
Os preços são de 329 e 399 euros respectivamente... O que me faz continuar a pensar qual o benefício destes Magalhães face aos netbooks existentes no mercado, com preços e/ou características bastante mais atractivas.


Google Music

Parece que o Google se prepara para abalar o mundo musical, com a integração de um serviço Google Music para audição e compra de músicas online que integrará o Lala e o iLike.

Espero bem que esta seja a infraestrutura que finalmente liberte os artistas das tradicionais distribuidoras que actualmente são mais um "entrave" que um facilitador de acesso aos materiais.
O mercado actual está completamente viciado, com as editoras a abusarem da sua posição e com os artistas a ganharem escassos cêntimos por cada album vendido.

Talvez este Google Music seja o primeiro passo para mudar as coisas... e rapidamente o descobriremos, caso rapidamente surjam "queixas" das monolíticas distribuidoras que actualmente regem o mercado.


Ultra-sons de bolso da GE

Aos poucos lá nos vamos aproximando do tecnologicamente avançado Tricorder do Star Trek que seria a ferramenta de sonho de todos os médicos.



Desta vez é a General Electric que lança a mais pequena máquina de ultra-sons do mundo, do tamanho de um telemóvel.



... o trabalho que isto teria poupado ao Tom Cruise... ;)


Edição de Vídeo no iPhone

Com este ReelDirector (iTunes Link) os possuidores de iPhones passam agora a poder fazer a edição dos seus vídeos sem necessidade do computador. Claro que não irá subsituir os verdadeiros programas de edição de vídeo... mas para desenrascar quando se está "onde se estiver", serve perfeitamente.




Primeiro Android Espanhol - The One



Até Espanha já tem o seu próprio Smartphone Android "made in" Espanha. Este GeeksPhone One irá custar 285 euros... e faz-me pensar em quanto tempo faltará até que alguma empresa portuguesa faça algo do género. (Tal como a Garmin se está a expandir com o Nuviphone, imaginem um Ndrive Android com telefone a preço "irresistível"... não seria bom? ;)

11 comentários:

  1. João Sousa22/10/09 11:03

    Ah, não. Isto assim não vale. Windows7 e Magalhães no mesmo dia é demasiado abuso para mim.

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  2. @Joao para a semana esperamos um dia só de posts sobre o lançamento do Ubuntu :)

    @Carlos o M2 tb vem com Caixa Magica? ou so W7?

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  3. Espero bem que traga a Caixa Mágica como nos anteriores, senão estariam a andar para trás - mas não encontro informação oficial sobre isso.

    (E - para um projecto tão importante como tem sido noticiado - é "engraçado" ver como nem o site da JP Sá Couto tem qualquer referência ao magalhães na sua página inicial.)

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  4. A versão "normal" de venda só tem W7, o futuro modelo para as escolas não sei bem com a pressão que tem sido exercida por alguns lobbies anti linux.

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  5. Pois... como disse a Microsoft o Magalhães (original) é "uma fábrica de piratinhas". Parece q estão decididos a fazer do Magalhães 2 uma fábrica de clientes. :)

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  6. @Nelson

    ou será: fábrica de fazer dinheiro?

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  7. Boa Carlos.

    Confesso que sou (não sei bem porquê, talvez pela iniciativa) “apoiante” do Magalhães.
    A tua introdução à notícia do Magalhães 2 não é justa, já que o lançamento do Magalhães 2 é de exclusiva responsabilidade da J.P., o estado não tem nada a ver com este equipamento (pelo menos por enquanto).
    Já agora, acho que a “grande” diferença entre o Magalhães e os netbooks é o software incluído, preparado para as crianças.
    Critica-se muito o Magalhães. Eu acho a iniciativa excelente e sem precedente em Portugal. Posso até concordar que a forma como foi implementada, não foi a mais “feliz”, mas prefiro que se faça algo do que não se faça nada Já agora, a minha opinião estende-se as outras iniciativas, como por exemplo, as Novas Oportunidades. Acho um piadão ver os meus Pais(que até a pouco tempo, nunca tinham mexido num computador) disputarem entre si a utilização do Portátil. eheheheh

    Abraço,
    NUC

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  8. @NUC

    Eu não tenho nada contra a iniciativa em si - que também acho interessante e salutar - mas sim críticas quanto à forma como foi/tem sido feita.

    De resto, não podemos falar de Magalhães e JP Sá Couto sem meter o Governo ao barulho, já que andam de "mãos dadas"... para o bem e para o mal.

    Acho muito bem que se apoiem as empresas nacionais... mas que não haja ilusões que apenas estão a "carimbar" uma marca portuguesa num produto que continua a ser fabricado lá fora e que por cá apenas "montamos".

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  9. João Sousa22/10/09 17:22

    Pois eu não gosto da iniciativa Magalhães. Embora tenha dúvidas em relação ao negócio, muito maior é o meu cepticismo em relação às vantagens pedagógicas.

    Mas isto sou eu, que sou um informático frequentemente crítico.

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  10. Acreditem (se quiserem) no que eu digo e que sei do que estou a falar. O e-escola e o e-escolinha têm fontes de financiamento bem distintas.
    1 - No e-escola o desconto no preço é financiado pelos operadores telefónicos (fazia parte do licenciamento do UTMS/3G aqui há uns anos) e o Estado só mete o $ da acção social escolar para quem não pode pagar o preço residual. Pode-se dizer que é um negócio dos operadores, embora o $ que dão para financiar os computadores do e-escola pudesse ser usado para outro fim, se o Estado assim o indicasse.
    2 - No e-escolinha (Magalhães), todo o desconto no preço, para poder ser vendido a €50 (ou o preço por inteiro em certos casos) é inteiramente suportado pelo Estado. O dinheiro vai da ANACOM para a Fundação das Computações Móveis, que paga à JP Sá Couto.
    3 - Tem razão quem quem se questiona por que é que não se fez concurso público, internacional. A experiência diz-me que na área da informática os concursos públicos não são a melhor forma de conseguir melhores condições para o Estado. Tem que se negociar de forma dura com cada empresa que pode prestar o serviço (do tipo, "enquanto não melhorar a sua poposta escusa de cá voltar, porque tenho quem faça mais barato), mas também mostrar as opotunidades que se abrem se fizerem o negócio, nas nossas condições, connosco (do tipo, "depois já podem vender/exportar para..."
    4 - Isto tudo para dizer que não se prendam muito a não ter havido concurso. Se houvesse concurso nenhuma empresa portuguesa estava em condições de o ganhar (a JP Sá Couto ou outra). Não era certo que o "Magalhães" saísse melhor e mais barato.
    5 - Agora uma coisa é certa. Está na altura dessa Fundação prestar contas e de se ficar a saber quanto é que cada Magalhães custa ao Estado e a partir daí cada um avaliar se valeu/vale a pena.
    6 - Então e a minha conclusão ? Só depois de ver as contas. Para já gosto do Magalhães, foi uma iniciativa arrojada (cara de mais não sei). A JP Sá Couto apanhou a boleia para novos mercados (óptimo) - espero que isso esteja contemplado nas negociações do desconto do preço a pagar pelo Estado nos Magalhães do e-escolinha.

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  11. ... desculpem lá a "carta" ir longa. Quando estamos a falar do Magalhães estamos a falar sobretudo de hardware. Imagino que a JP Sá Couto tenha tido negociações com a Microsoft para pagar o menos possível pelo Windows/Office, mas não é bem a questão que queria chamar a atenção.

    O que queria chamar a atenção é que quando se compra aplicações informáticas para muitos postos de trabalho, com a negociação que caracterizei acima é perfeitamente possível baixar os preços das licenças (por posto de trabalho) mais de 20 vezes o preço inicial que foi apresentado. (Acreditem se quiserem, mas eu só minto se for necessário e neste caso não é. Não se preocupem tanto com a falta de concursos públicos na área da informática. Preocupem-se quando o Estado/organismo público não tem à frente quem saiba negociar na base que referi. Esta parte não tem nada a ver com o Magalhães porque não sei quem negociou por parte do Estado).

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