2016/01/11

Análise ao Surface Pro 4

Os Surface da Microsoft vieram demonstrar que era possível ter um PC completo e funcional num formato ultra-leve e compacto, e o novo Surface Pro 4 é o culminar da evolução continuada dos últimos anos. O nosso Luis Costa diz-nos o que mudou em relação aos anteriores e o que se pode esperar desta máquina.



Se há equipamento que tenho seguido de perto e com especial atenção, tem sido o Surface Pro da Microsoft. Tenho a primeira versão do Surface Pro, máquina que me acompanha no dia a dia para escrever os artigos para o AadM e AdA, e testei todas as versões seguintes. É agora chegada a vez do mais recente modelo: o Surface Pro 4.

O Surface Pro 4



O empacotamento escolhido não tem sofrido grandes alterações. Dentro da caixa encontramos o tablet, carregador, caneta e documentação de referência. Note-se que a capa-teclado continua a ser um acessório a adquirir à parte - nada de novo aqui.


Olhando para trás, é notória a evolução que o Surface Pro tem sofrido. A cada versão tem sido apresentada uma nova versão de processador (manteve-se a geração da 2ª para a 3ª), aumentando a autonomia e capacidade de processamento. Nesta quarta versão estão disponíveis 3 processadores: Core m3, Core i5 e i7. O ecrã do Pro 3 cresceu para as 12", com a resolução a passar do FullHD 1920x1080 (208 PPP) para 2160x1440 (216 PPP) com proporção: 3:2. No Pro 4 sobe ainda mais, para as 2736 x 1824 (267 PPP) em 12,3".

A Microsoft tem tido o cuidado de rever os aspectos menos conseguidos, implementando novas e melhores soluções. São disso exemplo a caneta, mais precisa e com maior sensibilidade e o apoio traseiro com regulação manual.

O Surface Pro está cada vez mais fino, ficando-se agora por apenas 8,45 mm de espessura e 746g (a que se tem de juntar o peso do teclado). E a MS refere que essa espessura poderia ter sido ainda mais reduzida, mas que preferiram ficar por aí para poderem garantir uma melhor autonomia.

Em funcionamento



Tendo em conta a análise ao Surface Pro 3, este Pro 4 tinha menos novidades para serem analisadas; menor quantidade... mas nem por isso menos importantes. O ecrã do Pro 3 já tinha uma excelente qualidade de imagem, mas a Microsoft optou por elevar a fasquia, aumentado a resolução e reduzindo as margens. A cor, brilho e detalhe são um deleite para o utilizador. Pena a Microsoft ainda não ter tido capacidade/oportunidade para rever o seu sistema operativo de forma a tirar total partido dos ecrãs com esta resolução. Janelas com menus de baixa definição são ainda um mal que tarda em ser erradicado.


O novo sistema de arrefecimento, aliado ao processador de sexta geração permitem um melhor desempenho sem que se esteja a recorrer frequentemente ao desaceleramento do processador. Segundo a Microsoft os ganhos cifram-se nos 30%. Pessoalmente, não notei qualquer atraso na execução das tarefas, sendo que o Chrome tinha sempre muitas tabs abertas a correr. A autonomia ficou-se pelas cinco horas e meia, o que acaba por saber a pouco visto a utilização se limitar essencialmente à navegação no browser.


A capa teclado é talvez o ponto mais bem conseguido de entre as novidades da quarta versão. A anterior revisão já mostrava uma qualidade superior face à da primeira versão, mas esta nova capa consegue praticamente anular as diferenças face a um teclado físico tradicional.

As teclas retro-iluminadas ocupam a quase totalidade da largura da capa e têm entre si uma distância que melhora a execução da escrita. O touchpad cresceu e este facto permite uma utilização mais precisa e confortável. Os gestos disponíveis no Windows 10 são executados com facilidade, de tal forma que dei por mim a reduzir a utilização do toque no ecrã para algumas funções.

Uma palavra ainda para o sistema de som, que foi uma agradável surpresa. Bastante simpático para um equipamento deste género. E sim, também "dizem" que tem câmaras para tirar fotografias - com a câmara frontal a poder tirar partido do Windows Hello para identificar o utilizador.


Apreciação final



A Microsoft tem feito um excelente trabalho no desenvolvimento do Surface, e o bom está ainda melhor. A cartada inicial com o RT acabou por ser corrigida com o Surface 3, e este Surface Pro 4 é sem dúvida o melhor dos Surface até agora lançados.

O ecrã e a capa teclado foram evoluindo de forma sustentada e consistente, apresentando nesta altura uma elevada qualidade. Quanto ao ecrã está no que de melhor se pode obter, com grande nível de detalhe. A capa teclado, continua a ser um acessório (infelizmente dispendioso: cerca de 190 euros) que leva o preço do Surface para níveis dos chamados ultrabooks.

Os processadores Intel Skylake de 14nm agora na sexta geração aliados ao sistema híbrido de arrefecimento permitem um melhor desempenho a temperaturas mais baixas. Este facto levou a que a Microsoft optasse por reduzir a capacidade da bateria de 42 para 39Wh, o que permitiu reduzir a espessura do tablet. Ficou mais fino, mais leve, mas infelizmente ainda longe de ter uma bateria para um dia de trabalho e este acaba por ser o ponto menos conseguido deste tablet.

Face ao desempenho dos três processadores disponíveis, a minha recomendação vai para que a compra recaia no Core i5 ou i7.

Tratando-se de um equipamento com um preço superior ao milhar de euros, a exigência é naturalmente elevadíssima a todos os níveis e por isso mesmo o Surface Pro sai do AadM com um quente na esperança que o modelo de 2016 nos traga a autonomia que um equipamento deste nível justifica.


Surface Pro 4

Prós
  • Ecrã
  • Sistema híbrido de arrefecimento
  • Peso (1096g com capa teclado)

Contras
  • Autonomia
  • Capa teclado é um extra dispendioso




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