2016/01/08

Cooperativa de táxis Yellow Cab abre falência em São Francisco


São Francisco prepara-se para perder os seus táxis amarelos, com a cooperativa Yellow Cab a declarar falência devido a não poder competir com empresas como a Uber e Lyft.

Não deixará de ser curioso que este primeiro caso de falência de uma cooperativa de táxis aconteça em São Francisco, cidade natal de ambos os serviços (Uber e Lyft) que vieram revolucionar o sistema de "táxis" - e que nos EUA permite que qualquer pessoa se possa tornar num "taxista" em part time (ao contrário do que acontece por cá, onde continuam a ser empresas de aluguer com condutor a fornecer o serviço à Uber).

Concorde-se ou não com as tácticas agressivas da Uber, que em muitas cidades começam por prometer valores elevados aos condutores, mas que depois vão sendo reduzidos para valores inferiores; o que mais interessa retirar de toda esta situação é a necessidade de modernizar e rever todo o sistema de transportes (neste caso dos táxis - mas não só) de modo a encontrar uma fórmula que seja sustentável tanto para os prestadores de serviços como para os utentes. E por cá isso também implicará seguramente o fim dos "cartéis" que dominam os táxis; e que vão ao ponto de atentar contra os próprios taxistas que não sigam as suas regras (veja-se o caso das agressões por taxistas a outros taxistas que continuavam a trabalhar nos dias de greve).

Isto é algo inevitável, e que terá que ser enfrentado quanto antes, e já de olhos postos num futuro onde este tipo de transportes irá eventualmente dispensar por completo os próprios condutores - pois a chegada dos automóveis autónomos irá acontecer mais cedo ou mais tarde, e esta será certamente uma das suas primeiras aplicações.


P.S. - Não se quer com isto esquecer que as pessoas/condutores devam deixar de ter direitos e de ser tratados como "bits" no mapa digital de serviços como o Uber. Nos EUA há estados onde os condutores estão a lutar em tribunal para que sejam classificados como funcionários e tenham os direitos devidos, em vez de serem apenas mão de obra "descartável". Mas novamente, isso é um caso que não se aplica à modalidade em que a Uber por cá opera - pois por cá os condutores já são oficialmente funcionários da empresa que presta o serviço.

2 comentários:

  1. Que eu saiba por cá a URBER ainda não cumpre a lei a 100% cada vez que são "detetados" pela polícia os condutores são multados.

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    1. Não sei se estão a multar ou apenas a registar o auto. A "ilegalidade" do Uber ainda terá que ser decidida pelos tribunais, de momento tudo o que há é uma providência cautelar que pretende impedir a sua operação até que os tribunais se pronunciem.

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