2016/04/05

FCC cria "etiqueta nutritiva" para serviços de internet


A FCC criou um novo sistema para facilitar a vida aos consumidores na hora de escolherem um serviço de internet, aplicando o mesmo conceito das tabelas de nutrientes que já estamos habituados a ver na comida.

Quem vai comprar um produto alimentar sabe que na embalagem poderá encontrar coisas como os ingredientes, valor nutricional, conteúdo de açucares, etc. e a FCC quer fazer o mesmo para os contratos de internet. Claro que aqui não lidamos com calorias ou quantidade de sal, mas sim com o custo do serviço, taxas, limites de dados, custos acrescido, e demais políticas que possam afectar o serviço, e que muitas vezes não são fáceis de decifrar nos sites dos operadores.



Com esta etiqueta, um utilizador teria acesso imediato aos pontos críticos do serviço, sabendo precisamente o preço que iria pagar, se se trata de um preço promocional (e quanto pagaria no final desse período), o limite de dados incluídos, o custo dos dados acrescidos (ou se é aplicado uma restrição de velocidade), a velocidade típica da ligação (em vez do máximo anunciado), a latência típica, percentagem de packet loss, valores a cobrar para a activação e cancelamento do serviço, existência de traffic shaping, etc. etc.

Seria uma excelente medida, mas que tem um pequeno senão... é que por agora isto não passa de uma recomendação, pelo que os operadores não são obrigados a disponibilizá-las. No entanto, esperemos que o façam, nem que seja como forma de mostrarem o seu interesse em fornecerem um serviço "sem asteriscos" aos seus clientes, e assim se destacarem dos restantes operadores que optarem por apostar nos tarifários complicados cheios de custos extra escondidos para enganar os futuros clientes.

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