2016/04/08

Smartphones entram oficialmente na era da guerra dos preços


Depois de terem tentado ignorar a concorrência dos smartphones baratos, até as grandes marcas, como Samsung e Apple, estão a ser forçadas a ajustar as suas tácticas e a baixarem os preços.

Fica confirmado aquilo que já se fazia prever há algum tempo. A concorrência cada vez mais apertada de novas marcas, que trazem para o mercado smartphones com melhor qualidade a cada ano que passa, a um preço muito mais reduzido que os das marcas mais populares, está a obrigar à alteração das tácticas - e nem empresas como a Apple e a Samsung estão imunes a este fenómeno.

Para competir nos mercados emergentes, onde o preço é o critério predominante no momento de escolher um smartphone, a Samsung tem disponibilizado smartphones mais económicos, mas sem que isso represente um corte substancial na qualidade dos mesmos. E esta tendência na redução dos preços é algo que se torna mais evidente ao analisar os preços médios dos seus equipamentos nos últimos anos.


Smartphones como o Samsung Galaxy J2 mantêm um design atractivo e excelente qualidade de construção, mas custam menos de metade que os topos de gama da marca, tornando-se mais atractivos para mercados como a Índia e outros países onde smartphones de 200 euros já sejam considerados excessivamente dispendiosos para a maioria da população.

O curioso é que estes modelos continuam a ser mais caros que as tais marcas emergentes, mas os consumidores ficam numa situação em que já não se trata de escolher entre um smartphone desconhecido -  com todas as incógnitas que isso acarreta, mas que custa metade (ou menos) - e um smartphone de marca; mas sim numa posição em que a diferença de valor a pagar pelo smartphone de marca já fica num patamar que se pode considerar aceitável.


Mesmo a Apple, que continua a ter margens de lucro confortáveis, já começa a reagir a este panorama; não sendo por acaso que o seu novo iPhone SE é o mais económico iPhone de sempre; e tem tentado entrar nestes mercados com a opção de vender iPhones usados, para conseguir atingir o segmento de preços ainda mais reduzidos (há que ter em conta que a Apple não pode "simplesmente" vender iPhones baratos, sem arriscar canibalizar as vendas mais lucrativas dos iPhones caros.)

Claro que esta questão dos preços baixos é boa para os consumidores, mas também complica a vida para as empresas, que terão uma margem de lucro mais reduzida, e que só poderá ser compensada por um aumento do volume das vendas. É que não se pode esquecer que, se o negócio não for sustentável, não há empresa nem produto que resista. A grande incógnita será saber quais serão as empresas que se conseguirão adaptar... e resistir.

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