2016/06/20

Paris incomodada com entregas imediatas da Amazon


A chegada do Amazon Prime Now a Paris, permitindo aos utilizadores fazerem encomendas com entrega gratuita imediata no prazo de 2h ou entregas numa hora (mediante pagamento extra), poderá ser bem recebida pelos consumidores, mas não está a agradar ao município que já demonstrou a sua irritação quanto a esta medida.

Poderia pensar-se que um pais moderno agradeceria a chegada de serviços que beneficiassem os seus cidadãos e promovessem a modernização do sector; mas por outro lado estamos a falar de França, país onde a chegada da Uber deu origem a verdadeiros tumultos, e cujos políticos queriam impor períodos de espera de 15 minutos para que os utilizadores continuassem a preferir os táxis convencionais.

Agora as preocupações voltam-se para as próprias lojas, com Paris a recear que a chegada de um serviço cómodo e eficaz, que facilita a entrega em casa, vá arruinar o comércio local. Ora... é certo que qualquer nova oferta que seja vantajosa para os consumidores vai ter impacto no resto do sector; mas o mesmo já acontece sempre que abre uma grande superfície (por exemplo). Neste caso, tentar adiar a chegada de um serviço que vem dar resposta a algo que os consumidores desejem é mais uma tentativa de adiar o inadiável - para além de demonstrar também uma profunda falta de visão a longo prazo.

É que, Paris está preocupada com uma empresa que faz entregas num par de horas? Então o que fará quando a Amazon (ou outros)  nem sequer precisarem de pessoas para fazerem essas entregas, com os seus armazéns robotizados a prepararem as encomendas que serão entregues por veículos (ou drones) autónomos? É assunto que merece discussão sim, mas centrando-se na forma de como deverá ser a sociedade num mundo em que se tornem desnecessários empregos que na prática fazem os humanos comportarem-se como máquinas... e não o oposto.

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