2016/06/13

Programador automatiza o seu trabalho e é despedido após 6 anos sem fazer nada


A vida dos programadores está repleta de situações insólitas, mas poucas se aproximam da deste programador que terá passado os últimos 6 anos sem "fazer nada", pois automatizou completamente o trabalho que tinha para fazer.

O programador em questão trabalhava num empresa tecnológica de San Francisco bastante conhecida, tendo sido contratado para fazer controlo de qualidade do produto. Ora, fazendo valer a velha máxima de que todos os programadores são "preguiçosos" e por isso gostam de criar programas para lhes simplificar a vida, ele passou cerca de 8 meses a automatizar as tarefas que tinha que realizar ao ponto de, eventualmente, deixar de ter "trabalho" para fazer manualmente.

Durante os últimos seis anos dedicou-se apenas a passear pela internet e a jogar League of Legends (no qual assume estar completamente viciado), e a aproveitar o ordenado de quase 100 mil dólares anuais - que lhe permitiram poupar os 200 mil dólares que tem na sua conta bancária e aos quais terá que recorrer agora que foi despedido. Curiosamente, ele é o próprio a referir alguns dos pontos negativos de ter estado 6 anos sem fazer nada de produtivo, dizendo que até já nem sabe programar, e que será um desafio ganhar competências para voltar a entrar no mercado de trabalho.

Ora... de quem será realmente a culpa nesta situação? Do funcionário que cumpria com a função que lhe era pedida, mesmo sem ter que a fazer manualmente; ou do seu patrão ou chefe, que foram incapazes de imaginar que aquilo que precisavam era criar o sistema que ele criou para uso próprio? Se calhar... ambos, não?

7 comentários:

  1. Espero que apague o seu programa quando sair da empresa. Dessa forma eles possam voltar a pagar a alguém algo que não quiseram aproveitar.

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    1. Provavelmente não o pode fazer legalmente. Os contractos de trabalho costumam ser bem explícitos a definir que o trabalho desenvolvido para a Empresa é propriedade da Empresa.

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    2. Mas o que for desenvolvido fora do âmbito dos projectos para que foi contratado é dele. Pelo menos aqui é assim, lá não faço ideia...

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    3. Não é não. O que for produzido em horário laboral (horas em que a empresa lhe está a pagar) é da empresa. Porque haveria de apagar o programa quando sair? Que mentalidade mesquinha... Os 500mil dólares dos 5 anos que lá "trabalhou" não chegam para pagar 8 meses de trabalho"efectivo"?

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    4. Não é totalmente verdade, o código é dele, sendo que é propriedade creativa dele, o programa desenvolvido é da companhia mas o código em si é dele, em alguns países da Europa é assim defendido, até empresas pagam compensação no caso de o trabalho é diariamente creativo.

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  2. Depende do contrato de trabalho , na area informatica e em particular na programação os contratos de trabalho são feitos com clausulas para ambas as partes , hoje em dia os programadores acautelam-se sempre e muitos já registam os seus programas como propriedade privada e quem os quiser usar tem de pagar . Aqui neste caso não sei que tipo de contrato existe .

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  3. Sei bem o que é. Na verdade o seu trabalho poderá agora de nada servir. Normalmente, no meu caso pelo menos, o trabalho assenta em rotinas e poderá chegar a altura de alterar um pormenor ou reanimar a programacao. Ela acaba por falir e oito meses Nao é assim tanto tempo de programacao. A empresa deveria ter percebido o potencial do espirito deste individuo. Deixo aqui uma maxima: "Queres um trabalho bem feito? Dá-lo ao teu "homem" mais preguicoso"

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