2016/07/16

Microsoft reconhece que não vai atingir "1 bilião" de Windows 10 em 2018


Naquilo que se poderá considerar um raro caso de humildade por parte dos gigantes tecnológicos (ou apenas a simples constatação da realidade), a Microsoft veio reconhecer que não conseguirá atingir a meta auto-proposta de ter mil milhões de dispositivos Windows 10 no mercado a meio de 2018.

O número era bastante ambicioso, indo ao encontro do tipo de manobra mediática que a Microsoft gosta de fazer a acompanhar o lançamento de um novo Windows, e que desta vez contaria com a ajuda do facto do Windows 10 se espalhar por múltiplas plataformas, dos PCs e tablets à Xbox One, aos smartphones, e até dispositivos para a Internet of Things. Mas o falhanço da aposta no sector mobile veio complicar as contas da MS, que agora foi forçada a reconhecer que a meta de "1 bilião" de dispositivos Windows 10 não deverá ser atingida em meados de 2018 como esperavam.

Isto não significa que o Windows 10 não seja um sucesso - mesmo sendo necessário dar um certo desconto quanto às tácticas excessivas que a MS utilizou para tentar empurrar os utilizadores dos Windows 7 e 8 para o Windows 10 - nem que a actualização para o W10 não seja recomendável. A não ser em casos excepcionais onde tenham um computador com alguma incompatibilidade, ou algum programa indispensável que por qualquer motivo não funcione no Windows 10, esta actualização será algo que deverão fazer quanto antes (o período de actualização gratuita termina a 29 de Julho - o que deixa menos de 2 semanas para quem ainda continua a adiar o processo).

Por outro lado, há algumas coisas no Windows 10 (ou que pelo menos se tornaram mais notórias com ele) que não me agradam particularmente. Nomeadamente, em computadores com hardware mais limitado, é notório o peso que o sistema "anti-malware" da MS tem, regularmente causando pausas prolongadas sempre que algum programa tenta aceder a uma pasta com um conjunto numeroso de ficheiros, mesmo quando esses ficheiros são sempre os mesmos e já foram analisados centenas ou milhares de vezes. Não aprecio muito que, por princípio, um sistema comece a gastar mais recursos à procura de milhares de coisas que potencialmente não se deverão executar, do que simplesmente se concentrar em só deixar executar as dezenas/centenas de programas que temos instalados. Mas pronto... é daquelas coisas que não se faz notar em computadores mais potentes e/ou equipados com SSD, pelo que... não imagino que esteja na lista de prioridades da MS.

4 comentários:

  1. Essa situação do Anti-Malware de facto é uma canseira, eu mesmo com ssd sinto sérias pausas e abrandamento na execução de programas

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  2. Essa situação do Anti-Malware de facto é uma canseira, eu mesmo com ssd sinto sérias pausas e abrandamento na execução de programas

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  3. ACHO QUE A MICROSOFT TEM PRODUZIR OUTRO WINDOWS O MAIS RAPIDO POSSÍVEL PARA SER LANÇADO EM 2018 FAZER UM WINDOWS 11 COM BASE DO VELHO XP E DO WINDOWS 7 SERIA BACANA!

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