2017/03/27

Artistas recebem milhares de euros por mês nas plataformas de streaming


Numa altura em que a Indústria continua a perseguir as partilhas e os downloads ditos "ilegais", há artistas que estão a encontrar uma nova forma de ganhar dinheiro nas plataformas de streaming via os donativos dos fãs.

Plataformas como o YouNow, Live.ly, e até o Twitch que recentemente se tem expandido dos jogos para áreas mais generalistas, estão a ser exploradas por artistas e bandas como um canal de comunicação directo com os seus fãs, que os podem recompensar directamente via donativos.

Para que não se fique com a ideia de que os artistas andam a mendigar, bastará referir que os 20 criadores no topo do Live.ly obtêm em média mais de 30 mil dólares por mês em donativos dos fãs, o que já será um valor considerável. Sendo que para muitos, até um valor 20 ou 30 vezes inferior já seria considerado excelente e suficiente para que continuassem a fazer aquilo que gostam sem grandes preocupações.

A parte mais interessante de tudo isto, é que volta a focar a sustentabilidade dos artistas naquilo de que sempre dependeram: da generosidade dos fãs. Um artista não pode viver se não tiver pessoas dispostas a pagar por aquilo que ele faz; e isso é independente de todas as partilhas e downloads que se possam fazer na internet. Com sorte, a popularização destas plataformas de streaming servirá para relembrar criadores (e consumidores) desse facto... e talvez ajudar para retirar protagonismo à "pirataria".

7 comentários:

  1. 30 mil dólares por mês e acha muito?

    30 mil dólares não dá para fazer nada! Quanto é que as editores desses artistas de top não gastam com eles para estarem nesses tops?

    E atuam sozinhos com uma viola? E o resto da banda?

    Enfim...

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    1. Rui, tens consciência que por cada 1 desses artistas de top (tipo os "Cristianos Ronaldos") existem milhares de outros que também têm que sobreviver?

      Posso dizer-te que conheço pessoalmente várias dezenas de músicas e bandas que ficariam plenamente satisfeitos se ganhassem 30 mil dólares por mês.

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    2. Estou com o Rui a 100%, é ridículo como recorrentemente aqui no AAdM se trata com alguma condescendência o tema da valorização da criação e propriedade intelectual. Achando o AAdM um projeto muito válido na divulgação de notícias tecnológicas em português - como o PplWare foi em tempos há (mesmo) muito idos - este é um tema que passo conscientemente à frente para não cancelar a subscrição do RSS...

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    3. É condescendência dizer que os mesmos têm que se adaptar e tirar o melhor partido das novas ferramentas ao seu dispor?

      Ou será melhor vermos que percentagem de artistas poderia não morrer à fome com o que recebe da SPA (a que está obrigado a aderir caso queira editar a sua obra no mercado)?

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  2. É condescendência achar-se o que é um profissional se deve contentar em ganhar, achar que mais vale garantir umas migalhitas aqui e outra ali do que aspirar a poder realizar-se financeiramente e mandar bitaites sobre a forma como devem tornar disponíveis as suas criações. A questão da SPA nem é para aqui chamada, há tantas opções para artistas musicais publicarem as suas obras.
    Este ideal de democratizar o acesso a obras musicais ditando o que os artistas devem cobrar e como é algo que me perturba.

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    1. Ninguém está a dizer que qualquer artista se tem que contentar com o que quer que seja. Que todos possam ser bilionários e ditar tudo o que quiserem para aceder às suas obras (como o Prince quando removeu as suas músicas dos serviços de streaming).

      Só é preciso não esquecer que 99% dos artistas tem que viver no mundo real...

      PS. Tenho a felicidade de desde sempre ter estado bem próximo do meio artístico, e conhecer muitas dezenas de músicos e cantores, desde os "anónimos" aos semi-conhecidos, e até alguns bem famosos no panorama nacional. Poderá não ser uma amostra representativa, mas nenhum deles demoniza os downloads ou streaming ou a partilha de conteúdos na internet... O que vejo é o "1%" de topo a fazer barulho que abafa o que os outros pensam.

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