2017/07/30

Nissan Leaf com e-Pedal facilita condução com um só pedal


A próxima geração do Nissan Leaf já vai contar com tecnologia ProPilot de assistência à condução, mas outra das novidades é o e-Pedal que reduz a condução a um só pedal, que acelera e também trava.

A tecnologia tem vindo a facilitar a utilização dos automóveis, e se com as caixas automáticas se pode reduzir o número de pedais de três para dois, com o e-Pedal da Nissan bastará utilizar apenas um pedal.

O sistema não será propriamente novidade para os condutores de veículos eléctricos que já tenham algum cuidado para usar o sistema de regeneração para "travar" quando desaceleram, mas a Nissan leva isso mais além e assume a utilização do acelerar como pedal de travão - desde que o condutor active o modo e-Pedal (para que não haja qualquer confusão ou enganos).


Com o e-Pedal activado o acelerador continua a acelerar quando pressionado, mas a diferença é que ao se levantar o pé o carro irá desacelerar, mesmo que esteja numa descida, e travará quando se tira o pé do pedal. Fico apenas com a curiosidade de saber se o retirar abrupto do pé do acelerador será o equivalente a uma travagem de emergência com a força máxima... ou se será uma travagem mais gradual e suave, o que, neste caso, obrigaria a recorrer ao pedal de travão tradicional para fazer a dita travagem - mas, vamos esperar que os sistemas de assistência à condução também façam o seu serviço e garantam que o carro trava sozinho quando detectar o risco de colisão.

O novo Leaf será apresentado a 6 de Setembro, e logo veremos que tal funciona este e-Pedal.


11 comentários:

  1. "Fico apenas com a curiosidade de saber se o retirar abrupto do pé do acelerador será o equivalente a uma travagem de emergência com a força máxima..."

    Eu é ao contrário - se pisar o pedal a fundo em vez de travar ... acelera e sai desastre.

    Quando usaram o centro do volante, onde estava a buzina, para pôr o airbag nunca mais a consegui encontrar numa emergência, tenho que olhar para o volante.

    Numa emergência está tudo automatizado. Andar a trocar as voltas à malta não me parece grande ideia.

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    1. Se pisares a fundo no acelerador o efeito será o mesmo. :)
      Ter o airbag no volante não implica remover a buzina do mesmo sitio (o meu tem-no).

      O que chamas "automatizado" são comportamentos aprendidos... Facilmente se corrigem/adaptam (tal como alguém facilmente se adapta a conduzir um carro automático e deixar de carregar na embraiagem).

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    2. Desde que apareceram os airbags nunca mais tive a buzina no centro do volante. Num VW está abaixo do centro - se o volante estiver virado nunca sei onde está sem olhar.
      Quando quero buzinar para avisar alguém é certo e sabido que a mão vai para o centro do volante ... para nada, é melhor gritar.
      Não me parece que os comportamentos automatizados se corrigem/adaptem com facilidade - como, numa emergência, as reduções nas mudanças usando o pedal da embraiagem, para quem sempre usou mudanças automáticas.
      Mas não é preciso ir tão longe, basta a marcha atrás nos VW (para baixo, para cá, para a frente) para quem alterna com carros com outro sistema (para fora e para trás). Já me aconteceu, em manobras de parqueamento/inversão de marcha, ter que pensar e fazer figura de urso pela demora. Senão mesmo criar situações complicadas porque o que se queria fazer rapidamente, aproveitando uma abertura no trânsito, não se consegue.
      Entre os carros não há diferenças abismais, mas em algumas coisas, que envolvem situações de emergência como o sítio da buzina (para avisar, não para protestar) e a marcha atrás não devia haver nenhuma.
      "Ah, mas compra um carro com buzina no centro do volante e marcha atrás para fora e para trás!"
      E se tiver que usar outro carro, numa emergência cadê os automatismos?
      P.S. Quanto ao Leaf, como travar a fundo trava a fundo, esse aspecto está resolvido. Mas não me parece que quem se habitue ao e-Pedal tenha muita facilidade em passar de um carro para o outro.

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    3. Aires estou de acordo com a tua frustração. Na minha empresa, os carros são alugados. Cada vez que o carro é trocado de 1/2 em 1/2 ano, tenho que reaprender a configuração do condutor. E o que dizes na marcha atrás, acho que é o caso mais gritante, já que por vezes em manobras é necessário fazer a troca rapidamente, sob o risco de ficar atolado...
      As luzes, o sinal de emergência, os limpa.para brisas, entre outros são dispositivos que deveriam estar +/- equilibrados entre fabricantes. A normalização para aqui, parece mal vinda e injustificada... mais depressa adoptaram as luzes diurnas, por imposição estética e de moda, do que estes "pequenos" pormenores de segurança nas mãos dos condutores.

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    4. Aires, as caixas automáticas principalmente as mais recentes de dupla embraiagem (dsg na VW) estão bem desenvolvidas pois prevêm a necessidade do condutor tanto na aceleração como na travagem, se o condutor fizer um travagem brusca a caixa vai auxiliar fazendo reduções em rotações altas. Quanto às buzinas normalmente funcionam carregando no centro, pode acontecer um dos vários conectores estar avariado.

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    5. Engraçado, eu carrego na buzina sem ter que tirar a mão do volante. Antigamente tinha que tirar a mão do volante para carregar a meio deste, agora carrego nela com a palma da mão logo por baixo do polegar. É praticamente instantâneo, mas isto, deve ser do meu carro que é esquisito...

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  2. Independentemente da solução final não será aprovada, por questões de segurança e atitude/ mecânica humana tem de existir um travão que apenas serve de travão, já sabemos que em caso de emergência/ pânico as coisas ficam descontroladas e o tempo de reação é pouco por isso existe um pedal que serve apenas de travão e reage conforme a pressão exercida, apenas um pedal para fazer duas coisas opostas é perigoso.

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  3. Mas o carro continua a ter pedal de travão. Simplesmente nao será necessário utilizar a não ser para travagens mais bruscas e rápidas. Nos carros elétricos actuais, a regeneração já é bastante forte, antevendo as manobras, raramente preciso do pedal do travão. Só mesmo para parar num semáforo ou rotunda.

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    1. Ou seja, nada de novo apenas publicidade.

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    2. Nao... ao contrário da desaceleração da regeneração (que já permite evitar o travão em muitas situações, como tinha referido) aqui o carro pára mesmo se levantares o pé. Numa situação de pára-arranca (bastante habitual para grande parte da população), conduzes apenas com um pedal.

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    3. Assim que tiver oportunidade vou testar melhor isso num vw e depois deixo o feedback.

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