2018/08/04

Buraco negro no centro da galáxia confirma teoria da relatividade de Einstein


O nosso Universo está repleto de coisas fascinantes, e uma delas são os buracos negros. E o que temos no centro da nossa própria galáxia ajudou a validar a teoria da relatividade de Einstein.

No centro da Via Láctea temos um super-buraco negro com uma massa 4 milhões de vezes superior à do nosso Sol. Isso faz com que todas as estrelas que se encontrem por perto entrem numa perigosa dança gravítica à sua volta, nas condições extremas que são muito desejadas pelos físicos e astrónomos para validar algumas teorias.

A S2 é uma dessas estrelas, que recentemente passou uma "tangente" a este buraco negro, passando a 20 mil milhões de quilómetros e tendo sido acelerada para uma velocidade de 24 milhões de quilómetros por hora (para comparação, o nosso Sol viaja pela galáxia a uma velocidade de 720 mil quilómetros por hora) - cerca de 3% da velocidade da luz.



A teoria da relatividade prevê que nestas circunstâncias de campos gravíticos intensos, a própria luz deveria abrandar, arrastando-se para o extremo vermelho do espectro; e foi precisamente isso que se verificou, exactamente na proporção prevista pelas formulas da teoria geral da relatividade.

Os astrónomos têm estado de olhos postos nesta região da galáxia há mais de 20 anos, e já tinham apanhado a S2 a passar perto do buraco negro. Mas na altura os instrumento não tinham ainda a precisão suficiente para fazer as medições necessárias (na imagem animada em cima, vemos a qualidade da imagem a melhorar ao longo de 20 anos). Na última passagem, em Maio, os astrónomos já tinham as ferramentas necessárias, e todos estes anos a olhar para o céu demonstraram o que valem.

A próxima aproximação da S2 irá acontecer daqui por 16 anos, e até lá seguramente teremos ainda mais e melhores instrumentos que nos ajudarão a compreender melhor o funcionamento do Universo.

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