2019/10/21

Samsung vai investir nas TVs QD-OLED com redução substancial de custos


Embora nesta fase a Samsung esteja a fazer todos os esforços por "falar mal" dos televisores OLED, em breve terá que mudar de conversa, já que está a fazer um forte investimento para começar a produzir os seus próprios televisores OLED - ou mais, concretamente, QD-OLED.

Os televisores LCD QLED da Samsung são dos melhores LCDs que existem no mercado, mas a Samsung sabe bem o valor dos OLED - ou não fosse ela a responsável por produzir a maioria dos ecrãs OLED para smartphones, que regularmente são considerados "os melhores de sempre" (como curiosidade, os utilizados no novo Pixel 4 são produzidos pela LG).

Embora também esteja a investir nos ecrãs micro-LED, a Samsung parece ter concluído que por agora seria mais vantajoso apostar também nos OLED, decidindo investir cerca de 10 mil milhões de euros na produção de painéis QD-OLED, começando pela adaptação de uma das suas linhas de produção de LCDs. E, para fazer frente à LG a Samsung conta com um grande trunfo: um custo de produção bastante mais reduzido.



Os televisores OLED que temos actualmente não contam com pixeis OLED "puros". Ou seja, não temos subpixeis OLED vermelhos, azuis e verdes. No caso dos painéis da LG (WOLED), o que temos são pixeis OLED que emitem azul e amarelo, que são depois convertidos nas outras cores através de filtros. Um sistema com alguma complexidade que obriga a utilizar cerca de 22 camadas para criar um ecrã.

No caso dos QD-OLED da Samsung, o sistema recorre a um painel OLED azul, com filtro quantum dot de conversão de cores, com apenas 13 camadas. Com esta "pequena" diferença, o custo de produção OLED por metro quadrado pode cair dos 95 dólares para cerca de 26 dólares.

É certo que ainda há questões técnicas a superar, e que também teremos que esperar até 2021 até estes QD-OLED começarem a chegar ao mercado. Mas se este diferencial de preços se mantiver, poderá ser o empurrão que faltava para fazer com que os OLEDs comecem finalmente a dominar o mercado. Depois é só uma questão de vermos a amnésia publicitária a funcionar, com a Samsung a mudar de cantiga e a dizer que afinal os televisores OLED são a melhor coisa do mundo. :)

3 comentários:

  1. Apesar de ser interessante não nos podemos esquecer de alguns problemas dos OLED que fazem com que não sejam ideais para todos os casos:
    -brilho máximo inferior que pode provocar perda de detalhe em cenas muito claras.
    -grelha de sub-pixeis bastante visível em VR (chamado screen door effect).
    -retenção de imagem (chamado burn-in) devido à perda de intensidade de luz de cada sub-pixel com o uso o que é problemático no caso dos jogos (huds estáticos) ou em casos de imagens com muitos elementos estáticos (por exemplo, utilizar como ecrã de um PC)

    Isto para dizer que há lugar no mercado para LCDs QLED e com os micro-led a reduzir o problema do halo effect, que é essencialmente o único problema desta tecnologia, não sei até que ponto não serão mesmo o melhor caminho a seguir.

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    1. Eu também acho que os micro-led vão ser a melhor solução tecnológica, mas ainda é cedo para confirmar entretanto vamos acompanhando os avanços tecnológicos na área.

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    2. Os OLED sejam de que marca forem não são bons para tv enquanto tiverem burn-in e tanta falta de regularidade de intensidade e cor. A maioria das TV estão em ambientes em que logotipos, legendas, etc estão no mesmo lugar e ainda que a LG tenha conseguido melhorar esses aspetos, todas ficam com burn-in em situações de canais de TV ou jogos. Isso não é aceitável.

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