2020/01/20

Novo dono do Opera envolvido em apps ilegais de empréstimos


As boas memórias nostálgicas que o browser Opera ainda pudesse manter estão prestes a dissipar-se por culpa da nova gestão, que aparentemente não olha a meios para ganhar dinheiro à custa dos utilizadores com apps de empréstimos abusivos que estão ilegalmente na Play Store.

O Opera foi comprado por um grupo de investimento chinês há alguns anos, mas em vez de elevar (ou sequer manter) a reputação do browser, arrisca-se a fazer com que desapareça da memória pelas piores razões. O presidente / CEO desse grupo de investimento tem estado envolvido em negócios bastante obscuros, e com grande parte dos seus esforços dedicado a apps de empréstimos de curta-duração abusivas que estão ilegalmente na Play Store.


Estas apps anunciam ser para empréstimos de 91 a 365 dias, para cumprirem as regras da Play Store; mas depois na prática apenas permitem fazer empréstimos de curta duração, de 7 a 29 dias, contrariando o anunciado e infringindo as regras da loja de apps da Google.

Também não ajudará que esse mesmo senhor esteja repetidamente a subtrair milhões e milhões de euros do seu negócio em transacções bastante duvidosas para outras empresas que também são suas ou com as quais tem um relacionamento bastante suspeito - como 31 milhões de dólares por despesas de marketing a uma empresa de anti-virus de um dos seus directores, empresa que não presta serviço de marketing a qualquer outro cliente; $30 milhões para uma app de karaoke que também é sua; entre outras.

Com tudo isto, passa a ser completamente desaconselhado qualquer utilização dos produtos Opera, já que não se poderá confiar no uso que potencialmente será feito em busca de mais algum lucro fácil. E assim, num par de anos se arruinou a confiança conquistada ao longo de décadas.

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