2020/01/25

Satélite Boeing em risco de explodir lança o "pânico" na órbita geoestacionária


O síndroma das baterias explosivas volta a surgir, mas agora em condições mais complicadas: num satélite da DirecTV em órbita geoestacionária.

A DirecTV detectou "anomalias térmicas irreversíveis" nas baterias do seu satélite Spaceway-1 - curiosamente, um satélite Boeing 702HP - e receia que o problema vá resultar numa explosão. A complicar as coisas está o facto de se tratar de um satélite na muito populada e requisitada órbita geoestacionária, onde a criação de uma nuvem de destroços poderia ter consequências desastrosas. Por isso, os responsáveis pelo satélite começaram desde logo por desactivar as baterias, passando a utilizar unicamente energia fornecida pelos painéis solares. Só que também isso tem problemas...

No final de Fevereiro o satélite entrará na zona da sombra da Terra, sendo que nessa altura deixará de poder contar com a energia solar. Por isso mesmo, entra-se agora numa fase de contra-relógio, em que será necessário afastar o Spaceway-1 da órbita geoestacionária, passando-o para uma órbita 300km mais elevada, onde uma potencial explosão já não afectará qualquer satélite activo.

Ainda por cima, a urgência da situação nem permite que o satélite liberte o combustível, o que seria o procedimento normal neste tipo de situação para reduzir o risco de explosão. É que o processo de libertar o combustível demora entre 2 a 3 meses neste tipo de satélites; e aqui estamos a falar de poucas semanas para o tirar dali para fora. E neste caso, o satélite estava ainda com o depósito bastante cheio, já que estava previsto manter-se em operação pelo menos até 2025.

E por fim, claro que também não abonará em favor da Boeing, que já tem problemas que cheguem em terra, com os seus 737 Max ainda sem qualquer estimativa de quando poderão retomar os voos.

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