2020/02/13

Xiaomi Redmi Note 4X vs Redmi Note 8 Pro - o que mudou em 3 anos? [Parte 1]

Frequentemente ficamos com a sensação de que, a cada ano, as melhorias nos smartphones são reduzidas ou quase inexistentes. Para ver se assim é, nada como por lado a lado dois modelos da Xiaomi com alguns anos de diferença: o Redmi Note 4X e o Note 8 Pro.


A gama Redmi Note da Xiaomi continua a ser uma das mais interessantes para quem procura um smartphone de gama média. A marca chinesa conseguiu entrar num segmento de produto iniciado pelo Moto G e, ao longo do anos, tendo vindo a consolidar a sua posição com uma renovação sustentada dos seus equipamentos. Fazendo um rescaldo, o que mudou em três anos deste modelo?

Em 201, a Xiaomi lançou o Redmi Note 4, tendo no início de 2017 apresentado uma nova versão com um processador Qualcomm. No Redmi Note 3 a Xiaomi tinha apostado forte com um Snapdragon 650, pelo que havia a curiosidade em verificar se para o Redmi Note 4 iria manter esta aposta (Snapdragon 653), mas a Xiaomi acabou por ser mais contida, optando pelo mais modesto Snapdragon 625.

Com duas opções de memória RAM (3GB/4GB LPDDR3) conjugadas com um armazenamento de 32GB ou 64GB eMMC 5.0, a Xiaomi conseguia manter os seus equipamentos altamente competitivos em termos de desempenho. O ecrã de 5,5" com resolução Full HD estava dentro dos padrões exigidos a um equipamento de gama média, coma a Xiaomi a não ceder à tentação de optar por um ecrã HD, como outras marcas faziam para manter os custos reduzidos. A bateria de 4100mAh permitia uma autonomia alargada, e a dupla de câmaras 13MP e 5MP estava ao nível do que era oferecido na altura, sendo capaz de cumprir os serviços mínimos.

O corpo em metal, dava ao smartphone um toque de requinte e robustez. As margens laterais eram já relativamente reduzidas (a superior e a inferior nem por isso), resultando num conjunto agradável para a época.


Três ano volvidos, o corpo em metal deu lugar ao vidro, com a Xiaomi a apostar no Corning Gorilla Glass 5. O vidro é muito interessante em termos estéticos, com o verde e o branco a mostrarem toda a sua beleza quando a luz incide sobre a traseira do conjunto, onde continua a marcar presença o sensor de um impressão digital.


O sensor aparece agora integrado no bloco que aloja as câmaras, apresentado um diâmetro mais reduzido. Não é tão confortável ao toque mas mantém o nível de eficiência em termos de detecção das impressões digitais.

As câmaras acompanharam a evolução que os smartphones têm vindo a registar, pelo menos em termos de número e funcionalidades. Na frente mantém-se a aposta numa única câmara mas o sensor passa dos 5MP para os 20MP, com a Xiaomi a apostar em força na AI com funcionalidades como a AI Silhouette detection | AI Beautify | AI Portrait mode | AI Scene detection | AI Studio lighting.

Na traseira, aumenta o número de câmaras e os MP, com o Redmi Note 8 Pro a apresentar uma tripla de câmaras com 64MP + 8MP ultra wide + 2MP Macro, que surge com um alargado leque de funcionalidades: Night mode | AI Scene detection | Smart ultra-wide angle mode | AI Beautify | Burst mode | Tilt-shift | Level display | Custom watermark | Pro mode | AI Portrait mode | 3D Lighting | Panorama mode | Ultra-wide angle video recording | Macro video recording I 960fps slow motion video | Time-lapse video. Se em termos de quantidade, não há margem para dúvidas, termos de avaliar o impacto nas fotografias e vídeo, para verificar até que ponto se registou uma evolução na sua qualidade.


O ecrã, ainda sem ter passado para um OLED, é o reflexo dos tempos que correm, com um notch gota de água na zona superior central. A diagonal passa para 6.53" com uma resolução 2340 x 1080 FHD+, alongando-se apenas o corpo do smartphone, com a largura a não sofrer alterações significativas. As margens, essas sim, são agora bastante mais reduzidas em todos os lados.


Em termos de dimensões, o referido alongamento dá origem a um corpo 10,7mm mais comprido, com a largura a registar apenas um aumento de 0,4mm para 76,4mm e a espessura de 0,36mm, para 8,81mm. O peso, acaba por aumentar de forma significativa, passando dos 165g do Redmi Note 4X, para os 200g no Redmi Note 8 Pro. Se o metal era criticado pela forma como penalizava o peso do conjunto, o vidro acaba por não beneficiar neste aspecto.



A memória RAM e o armazenamento acompanharam a evolução a que temos vindo a assistir, passando para 6GB/8GB LPDDR4x 2133MHz e o armazenamento para 64GB/128GB UFS2.1. Tendo em conta que estamos na presença de um equipamento de gama média-baixa, estes acabam por ser argumentos bastante interessantes.


A porta micro USB deu lugar ao USB-C

O processador do Redmi Note 8 Pro fica a cargo de um MediaTek Helio G90T, um octa-core com 2x ARM Cortex-76 2.05GHz + 6x ARM Cortex-A55 2.0GHz e GPU Mali G76 MC4 800MHz. Para garantir as condições de funcionamento ideais, a Xiaomi optou por um sistema de permutadores de calor, algo que habitualmente só é visto nos smartphones de gaming.



Esta escolha de processador por parte da Xiaomi acabou por ser surpreendente. Não que a marca chinesa não tenha sempre apresentado versões do Redmi Note com processador MediaTek, apenas reservava o Snapdragon para a versão Pro, algo que não aconteceu neste Redmi Note 8 Pro.


O ficha de 3,5mm para os headphones sobrevive, tendo passado para a lateral inferior

A situação torna-se ainda mais interessante devido ao facto de o Redmi Note 8 com um processador muitíssimo interessante, o Snapdragon 665, estando disponível no mercado por valores substancialmente inferiores aos do Redmi Note 8 Pro (190€ - 4GB/64GB vs 235€ - 6GB/64GB).



É precisamente esta alteração que gerou a nossa curiosidade em ver que diferenças efectivas se podem fazer sentir na mão dos utilizadores entre estes dois modelos, que acabarão por servir de indicador para as alterações entre smartphones com três anos de diferença. Não percam a segunda parte, a publicar em breve, com as conclusões obtidas.

3 comentários:

  1. Boa noite, por acaso foi exactamente esta alteração que fiz em Outubro, passando de um Xiaomi Redmi Note 4 3/32 p/ um Redmi Note 8 Pro 6/128. É uma mudança incrível a todos os níveis, como já seria de esperar, visto que foram 3 anos e pouco de diferença entra a compra de cada telemóvel. Fico a aguardar a 2a parte da peça e depois darei o meu feedback sobre o assunto consoante a tua análise Luís.
    Cumprimentos

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  2. Hoje um ano representa diferenças muito grandes, agora 3 anos é gigante as diferenças, este mercado está a evoluir a uma velocidade incrível e não me parece que vá abrandar tão cedo, hoje mais que o aspecto exterior é o interior dos dispositivos com melhorias muito significativas quase a todos os níveis, depois da febre da fotografia vem aí a febre na qualidade do som.

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  3. Troquei há 1 mês de um iphone 4 para um redmi 7 e posso dizer que estou a redescobrir a tecnologia, às vezes fico espantado com o facto de coisas que para os outros são banais serem possíveis. Além de que a gestão de bateria por parte do software foi aprimorada imensamente. Pena é agora o telemóvel não caber no bolso

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