2022/12/24

Apple luta contra consumo e aquecimento dos chips nos iPhones

Apesar de criar os seus próprios chips de raiz, a Apple não está imune aos mesmos problemas que atormentam as demais empresas.

Os chips da Apple utilizados nos iPhones, iPads, e agora também nos Macs, têm sido considerado chips de referência em termos de desempenho e eficiência. Estão no topo de muitos benchmarks, e conseguem atingir autonomias prolongadas mesmo estando equipados com baterias mais pequenas que muitos smartphones concorrentes. Mas isso não evita que a Apple também enfrente dificuldades.

Para o iPhone 14 Pro a Apple teve que recuar nos seus planos de incluir um GPU poderoso com ray-tracing, já que isso ia atirar os consumos e aquecimento para lá dos limites desejados pela Apple. Uma situação que a Apple só terá apanhado já em fase avançada, e que obrigou a desenrascar com um GPU pouco melhor que o da geração anterior.

A situação não é nova, no campo dos smartphones Android é bastante comum ter dispositivos equipados com chips poderosos, que depois não podem ser utilizados a 100% durante períodos prolongados, devido ao aquecimento provocado (que faz com que alguns smartphones gaming até já tenham começado a optar por ventoinhas para ajudar a dissipar o calor).

Pelo lado positivo, com os processos de fabrico a aproximarem-se dos 3nm, a Apple e demais fabricantes terão um pouco mais de margem de manobra para melhorar a eficiência e desempenho para os próximos chips - e isso vai tornar-se ainda mais crítico para os muito falados óculos VR da Apple, que terão novos constrangimentos a nível de peso e aquecimento.

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