2026/02/23

MEO Cloud encerra a 15 de Março de 2026

O serviço MEO Cloud vai encerrar a 15 de Março (2026), levando consigo todos os conteúdos que estavam guardados na sua "nuvem".

A MEO marca o fim de uma era com o encerramento do MEO Cloud no dia 15 de Março.

Nascido em 2013 com a transição do CloudPT para MEO Cloud, o serviço juntou-se a uma série de outros serviços numa altura em que a MEO se esforçou por replicar nacionalmente muitos serviços dos gigantes tecnológicos estrangeiros - muitas vezes superando-os até a nível de inovações. Mas, essa era parece ter terminado. Com os seus altos e baixos, o MEO Cloud parece ter perdido o interesse para a empresa, que agora opta por sumariamente eliminar todos os conteúdos - e consequentemente, com ele leva também os conteúdos do Sapo Blogs, que também encerra em Junho.

Fica o email de aviso aos utilizadores:

O serviço MEO Cloud vai ser descontinuado


Informamos que o serviço MEO Cloud vai ser descontinuado no próximo dia 15 de março de 2026.

Garanta que não perde os seus conteúdos: faça o download
Para não perder o que tem armazenado no MEO Cloud deve fazer o download de todos os seus ficheiros ou outros conteúdos para um dispositivo local. Deve realizar esta operação antes da descontinuação do serviço que, conforme indicado acima, ocorrerá a 15 de março de 2026. A partir dessa data, todos os conteúdos serão permanentemente eliminados, não sendo possível a sua recuperação.

Comprou um plano MEO Cloud anual?
Se comprou um plano MEO Cloud anual durante o ano de 2025, vamos devolver-lhe o respetivo valor, no prazo de 30 dias após a descontinuação do serviço. Para que o possamos fazer, envie-nos o comprovativo de pagamento ou fatura e o comprovativo do IBAN onde pretende ser reembolsado, através do formulário disponível aqui.

Informação adicional
Esta comunicação representa uma denúncia contratual do serviço MEO Cloud e é enviada de acordo com as condições contratuais, nomeadamente a Condição “XVI. VIGÊNCIA E CESSAÇÃO” das Condições de utilização previstas nos Termos e condições. Caso não mantenha ou tome as medidas necessárias ao armazenamento dos seus ficheiros e/ou demais informações que contém no MEO Cloud, antes da data de descontinuação do serviço acima indicada, os nossos serviços não poderão ser responsabilizados a qualquer título ou enquadramento.


3 comentários:

  1. Honestamente espero que Sapo Mail também não vá ser descontinuado, pois eu utilizo o serviço diariamente e iria ser uma dor de cabeça agora desapegar me ao serviço

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    1. Descontinuado não digo, mas o serviço está meio ao abandono. Há muitas falhas, especialmente quem acede por POP/IMAP. Pode suceder como sucedeu com o Kanguru que vendeu o domínio a uma outra empresa que agora vende o serviço de e-mail.

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  2. Um erro óbvio do serviço é não ser 100% pago (à parte, mesmo que incluído em uma fatura comum a outros serviços prestados em simultâneo) desde o início. Tinham versões gratuitas, e o número de pessoas a pagar certamente não compensava o custo criado pelos que não pagavam pelo serviço.
    Não parecia existir encriptação/ cifragem do lado do cliente de tal forma que os dados não pudessem ser acedidos nos servidores.
    Embora eles digam que estava cifrado no servidor e só pudesse ser acedido pelos donos dos ficheiros em lado algum está explícito que os ficheiros eram cifrados do lado do cliente e que a chave nunca deixava o dispositivo(s) do cliente, nunca estando, nem sequer de forma transitória nos servidores da MEO. Isto é importante porque muitos serviços similares permitem à pessoa ter os ficheiros cifrados no servidor, mas a pessoa pode aceder a eles directamente no servidor via interface web por exemplo, o que significa que a empresa tem de ter acesso à chave de desencriptar/ decifrar, mesmo que tivesse alojada de forma cifrada no servidor, mas isso significa que teoricamente teriam acesso à chave privada que permite ver, independentemente do que digam em relação à implementação de tal processo. No passado acho que a Proton foi apanhada em contradição porque também diziam que não tinha acesso aos conteúdos, mas quando recebiam uma ordem do tribunal, modificavam o processo de login para captar a chave privada e depois guardavam-na e entregavam os conteúdos desencriptados/ decifrados. Na teoria estavam protegidos no servidor, mas a forma como o serviço funcionava permitia que o prestador do serviço poderia e ainda pode (porque ainda existem) aceder aos ficheiros encriptados/ cifrados se quiserem. Em algumas indústrias tal é absolutamente inaceitável.

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