2026/05/27

Tesla cancelou Model S e X por não estarem aptos para os futuros crash tests

A Tesla revelou mais alguns dos motivos que levaram ao cancelamento da produção dos Model S e Model X.

O encerramento da produção dos Model S e Model X apanhou muitos de surpresa, mas era algo que a Tesla já planeva há bastante tempo, devido a uma conjugação de factores. A Tesla revelou que o fim dos dois modelos não esteve directamente ligado ao volume de vendas, sendo uma decisão que já tinha sido tomada internamente há mais de um ano e meio, devido a uma combinação de factores que incluiam limitações técnicas das plataformas utilizadas e a necessidade de libertar espaço para novos projetos estratégicos.

De acordo com Franz von Holzhausen, responsável de design da Tesla, e Lars Moravy, vice-presidente de engenharia, a arquitectura base do Model S remonta a 2008 e começou a atingir os seus limites em áreas críticas como a segurança. Embora a Tesla tenha actualizado os veículos ao longo dos anos, acompanhar os requisitos cada vez mais exigentes de entidades como a Euro NCAP e o IIHS estava a tornar-se cada vez mais complexo e caro. Adaptar completamente a plataforma aos futuros padrões de segurança iria exigir criar uma nova plataforma de raiz, representando um investimento que poderia ascender a centenas de milhões de dólares.
Ao mesmo tempo, a Tesla precisava de espaço adicional para acelerar outro projecto prioritário: o Optimus, o robot humanoide que a empresa acredita que se irá tornar numa nova área de negócio de grande escala. Em vez de investir fortemente na modernização das linhas de produção do Model S e Model X na fábrica de Fremont, a empresa optou por reaproveitar parte dessas instalações para o desenvolvimento e fabrico do Optimus.

A decisão está também ligada à visão de longo prazo da Tesla, cada vez mais focada em condução autónoma e inteligência artificial. A empresa considera que os seus modelos mais antigos são os menos preparados para uma era dominada por veículos autónomos e pela futura rede Robotaxi. Uma visão que continua a ser bastante polémica, tendo em conta o descontentamento de todos os que têm pago pela opção FSD ao longo dos últimos anos, e que se vão consciencializando que a prometida capacidade de condução autónoma total não será cumprida.

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