Tal como tinha Elon Musk tinha prometido, a SpaceX já deu mais informação sobre os seus futuros satélites AI1 - satélites que prometem levar a computação AI para o espaço, onde poderão tirar partido de energia solar ilimitada e integrar-se com os sistemas de comunicação da rede Starlink.
Embora continuem existir inúmeras questões sobre a rentabilidade de tais "mini datacenters AI" no espaço, mesmo considerado o eventual "baixo custo" (relativo) de lançamentos com a Starship, a polémica gerou-se em torno de outra questão: a dissipação do imenso calor gerado pelo hardware AI.
Zack Nelson, mais conhecido como "JerryRigEverything" (que tem tido uma posição bastante crítica de Elon Musk devido às promessas falhadas do FSD), disse que estes satélites estariam condenados à partida por não conseguirem dissipar o calor gerado, lançando inúmeros exemplos que tinham por base a comparação dos sistemas convencionais de dissipação usados no solo. Infelizmente, é um pressuposto errado.
You know the reason your Stanley or Hydroflask is so good at keeping your water cold is because there's a vacuum inside the walls of the thermos.
— JerryRigEverything (@ZacksJerryRig) June 10, 2026
Heat can't conduct in a vaccum. And "radiated" heat is ineffective at the temperatures processors operate at.
This satellite… https://t.co/MOm26TZ8MQ
É certo que, no solo, usamos sistemas de dissipação nos computadores que se especializam na transferência do calor gerado pelos CPUs e GPUs para o "ar", usando dissipadores e ventoinhas. No espaço não existe "ar", e terá sido esse o aspecto que terá baralhado Zack Nelson. Por outro lado, temos sistemas electrónicos a funcionar há décadas no espaço, e esse elemento da geração de calor e da sua dissipação, no vácuo do espaço, é algo que é bem conhecido e está resolvido. É que, embora no espaço as superfícies expostas ao sol possam atingir temperaturas superiores a 100°C, as superfícies à sombra ficam sujeitas a temperaturas de quase -160°C. Essas temperaturas permitem a dissipação do calor através de radiação directa, sem necessidade de ar.yall could make me look super stupid by pulling a vacuume on your own computer and proving me wrong. I would be so owned if you did that. please dont.
— JerryRigEverything (@ZacksJerryRig) June 10, 2026
Os satélites AI1 planeiam usar vastos painéis solares com capacidade de gerar até 150kW, e contam com um radiador com uma área de 110m2 que será suficiente para lidar com o calor gerado.Cooling is one of the big problems in "space data-centers", but is not as difficult as critics make it.
— Robert Graham (@robertgraham) June 10, 2026
For every 4 football fields worth of photovoltaic panels (where the heat comes from) you need 1 football field of cooling panels (to get rid of the heat).
We already have… https://t.co/y4qd4SbKUK
Para referência, a ISS (Estação Espacial Internacional) tem uma capacidade de geração de energia de 215kW e uma capacidade de dissipação de cerca de 70kW, com radiadores significativamente mais pequenos, a par de outros sistemas de dissipação menores (isto sem contar com o aspecto de passar metade do seu tempo em órbita na sombra da Terra). Pelo que, embora se possam discutir outros aspectos - como o custo de colocar estes satélites AI no espaço, ou a sua fiabilidade e longevidade - a parte do calor e dissipação não serão parte do problema.Watch @ElonMusk provide a technical update on SpaceX’s capability to manufacture, launch, and operate AI satellites at scale → https://t.co/PSCyWrNsOg pic.twitter.com/vhtr46uax7
— SpaceX (@SpaceX) June 8, 2026




















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