A Apple passou a limitar o número de vulnerabilidades que cada investigador pode submeter ao seu programa de bug bounty, depois de um aumento significativo de relatórios potenciado pelo recurso a ferramentas de inteligência artificial. Segundo a empresa, muitos destes relatórios descrevem falhas inexistentes ou de baixa qualidade, dificultando a identificação de vulnerabilidades reais.
A medida está a ser criticada pela comunidade de segurança, devido aos óbvios problemas que provoca. Num caso recente, a empresa de cibersegurança Bynario disse ter utilizado o ChatGPT para identificar mais de 50 potenciais falhas no macOS em apenas três semanas. Apesar de ter descoberto uma vulnerabilidade grave que poderia permitir a escalada de privilégios num Mac, a empresa não conseguiu reportá-la por ter atingido o limite de submissões imposto pela Apple.
Para evitar que falhas críticas passem despercebidas, a Apple permite que os investigadores solicitem um aumento do limite de relatórios em aberto, mas isso acaba por negar o intuito do limite imposto. Mais sentido faria que a Apple aplicasse AI na análise das submissões, de forma a agilizar o seu processo de resposta e correcções - algo que a Apple diz estar a fazer (mas aparentemente não ao ponto de permitir remover qualquer limite nas submissões).Why not using AI to scan AI-generated reports and classify them instead of putting a cap? Fight AI with AI. https://t.co/ENjgT5G8b5
— Mysk 🇨🇦🇩🇪 (@mysk_co) August 3, 2026
Este limite é bastante estranho, pois seria/será inevitável que alguma coisa corra mal. Bastará um único caso de uma vulnerabilidade grave que comece a ser usada em ataques, e que surja uma empresa ou investigador que diga que tentou informar a Apple da mesma mas que não o conseguiu fazer porque tinha atingido o limite.



















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