A Apple removeu temporariamente o Telegram da App Store depois de ter identificado conteúdos que violavam as regras da empresa relativas a material de abuso sexual infantil (CSAM). A app esteve indisponível em todo o mundo durante cerca de 40 minutos, mas regressou à loja depois do Telegram ter intervido.
Segundo a Apple, a remoção ocorreu porque foi detectada uma conta a partilhar conteúdo proibido. O Telegram agiu de imediato, eliminando o conteúdo e banindo o utilizador responsável, o que levou à reposição da app na App Store. A empresa acrescentou que, só em 2026, já removeu mais de 337 mil grupos e canais relacionados com este tipo de conteúdos.
You'd think the world's most valuable company could figure out how to google 'Telegram Moderation' pic.twitter.com/6AkPfN5AEP
— Telegram Messenger (@telegram) August 4, 2026
Durante a interrupção, apenas a página da aplicação deixou de estar disponível na App Store. Os utilizadores que já tinham o Telegram instalado puderam continuar a utilizá-lo normalmente, e a aplicação permaneceu acessível na Mac App Store; embora não o pudessem instalar ou reinstalar, se tivessem necessidade disso.I'm sure this stance will be applied equally to all other apps in the store, in the future right? @Apple
— Telegram Messenger (@telegram) August 4, 2026
(btw: https://t.co/ZRYqIGaxVH)
O episódio também gerou críticas por parte de Tim Sweeney, CEO da Epic Games, que voltou a defender uma maior concorrência na distribuição de apps para dispositivos Apple. Segundo Sweeney, a remoção temporária do Telegram levanta questões sobre a (falta de) consistência da política da App Store e sobre a forma como plataformas de comunicação de grande dimensão são avaliadas. Também o próprio Telegram levantou a questão sobre se a Apple aplicará os mesmos critérios e medidas a todas as restantes apps na App Store - numa clara alusão à improvável possibilidade da Apple suspender o iMessage se/quando detectar algum conteúdo ilegal partilhado através do seu próprio serviço.
Este tipo de medida levanta também preocupações quanto à possibilidade de ser usado como forma de ataque para suspender e remover apps e serviços. Uma entidade mal intencionada poderá publicar este tipo de conteúdos numa plataforma, reportá-los, e levar à sua remoção da App Store, num momento que poderá ser crucial e coincidir com campanhas de distribuição de versões maliciosas ou outros tipos de ataque.
Actualização: Afinal, parece que se tratou precisamente daquilo que referi.



















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