A UE quer expandir e acelerar a sua rede de satélites IRIS², que será a "alternativa" europeia ao Starlink da SpaceX.
A União Europeia deu novo passo para a criação da sua alternativa ao Starlink ao assinar o acordo de implementação da constelação de satélites IRIS². O projecto passa agora da fase de planeamento para a implementação e contará com um total de 348 satélites, incluindo 330 em órbita baixa da Terra e 18 em órbita média. Os primeiros lançamentos estão agora previstos para 2029 em vez de 2030.
Com a expansão da rede, o IRIS² ganha mais 66 satélites e aumenta significativamente a sua capacidade. A Comissão Europeia diz que a nova arquitectura irá oferecer mais 60% de capacidade para comunicações governamentais seguras dentro da União Europeia e um aumento de 54% a nível global. Os satélites já previstos também receberão novas funcionalidades e melhorias de segurança. O investimento total no projecto também cresceu. passando dos 10.55 mil milhões de euros iniciais para 15.6 mil milhões de euros, financiados pela União Europeia, Agência Espacial Europeia (ESA), países-membros e pelo consórcio europeu responsável pelo desenvolvimento e operação da rede.
Embora seja frequentemente comparado ao Starlink, o objectivo do IRIS² é diferente. Em vez de se focar no mercado comercial, a constelação foi concebida para fornecer comunicações encriptadas e independentes para governos, serviços de emergência e infraestruturas críticas, garantindo que a Europa dispõe de uma rede própria mesmo quando as comunicações terrestres ou sistemas de satélite de operadores estrangeiros não estejam disponíveis. Isto significa que, pelo menos numa fase inicial, não será uma verdadeira alternativa quem quiser serviço de internet via satélite para uso doméstico - ou até de ligação directa aos telemóveis, como a Starlink tem estado a preparar.
2026/08/10
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