Fazendo recordar os tempos do programa "Star Wars" de Ronald Reagan, os EUA confirmaram, pela primeira vez, terem armas em órbita.
Pondo fim a um longo período de silêncio sobre a suspeita da presença de armas em órbita, os Estados Unidos confirmaram oficialmente, pela primeira vez, que possuem armas colocadas em órbita terrestre. O anúncio foi feito pelo secretário da Força Aérea norte-americana, Troy Meink, durante uma conferência de defesa em Washington, onde assegurou que o país dispõe de "armas de controlo espacial" capazes de proteger as forças militares norte-americanas contra acções hostis de adversários.
Apesar da confirmação, o responsável não revelou detalhes sobre a natureza dos sistemas nem sobre a data em que foram colocados no espaço. Isso dá azo a especulações sobre o tipo de tecnologia envolvida, embora as opções mais lógicas recaiam sobre sistemas de interferência electrónica e lasers, capazes de neutralizar satélites inimigos sem gerar detritos espaciais - com alguns especialistas a relembrarem que praticamente qualquer satélite com emissores e lasers pode facilmente ser usado como "arma" para interferir com satélites inimigos.
Na prática, este reconhecimento acaba por ser apenas a confirmação de algo que já se suspeitava há muito. Nos últimos anos, os Estados Unidos têm acusado a Rússia e a China de desenvolver e testar tecnologias antissatélite, incluindo satélites altamente manobráveis e sistemas capazes de interferir com infraestruturas espaciais críticas. Pelo que, é mais que certo que este tipo de satélites ofensivos já estejam em órbita há muito, das principais potências com acesso ao espaço. Ainda assim, esta confirmação por parte dos EUA poderá funcionar como "carta branca" para que outros países digam estar a fazer o mesmo em "resposta" às acções norte-americanas.
É pena que, em vez de se olhar para o espaço como a fronteira que poderia servir de incentivo a um maior entendimento de toda a humanidade, esteja a tornar-se apenas em mais um território a conquistar, e onde cada país quer assegurar posição dominante.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)




















Sem comentários:
Enviar um comentário (problemas a comentar?)