A Microsoft tem nova versão do Copilot, que combina funcionalidades ao estilo "super app", para ver se é desta que consegue atrair utilizadores.
Apesar de ter sido uma das empresas que desde cedo apostou na AI, a MS não tem conseguido fazer com que o seu Copilot se torne num assistente AI tão popular quanto o ChatGPT, Claude, ou até mesmo o Gemini e Grok. Agora, espera mudar isso com um Copilot renovado, uma app que reúne conversação com AI, programação, e agentes autónomos num único sítio. A ideia é transformar o Copilot numa "super app" para todo o tipo de tarefas, e tam a ambição de fazer com que este novo Copilot seja tão importante quanto a revolução proporcionada pelo Office nas décadas passadas.
A nova aplicação está organizada em três áreas principais: Home, Code e Autopilot. A secção Home combina funcionalidades de assistência e colaboração, permitindo acompanhar emails, reuniões, conversas do Teams, e outras tarefas diárias através de um painel personalizado. A secção Code permite criar aplicações, dashboards, automatizações e outras ferramentas sem necessidade de conhecimentos avançados de programação, recorrendo à mesma tecnologia que alimenta o GitHub Copilot.
A terceira secção é destinada ao Autopilot, anteriormente conhecido como Scout. Trata-se de um agente AI que funciona na cloud e pode executar tarefas de forma autónoma, mesmo quando o utilizador não está a trabalhar. O sistema pode monitorizar canais do Teams, realizar tarefas recorrentes, acompanhar projetos e tratar de seguimentos automáticos, funcionando como um verdadeiro assistente digital dentro das organizações.
Apesar de tudo isto, a MS está a posicionar o Copilot essencialmente como uma plataforma empresarial de AI integrada com o Microsoft 365, Teams, Outlook e outros serviços da empresa. Isto significa que não será (ainda) capaz de enfrentar directamente os assistentes AI mais populares para os utilizadores domésticos, nem tão pouco o recém-lançado Muse da Meta, um assistente AI que tem conquistado sucesso viral (nem que seja pela capacidade de poder negociar contratos e afins para baixar o valor das mensalidades).
2026/09/25
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