A Neuralink mostrou mais uma das possibilidades do seu interface cerebral, convertendo pensamentos em voz.
Depois de no passado ter mostrado pacientes a controlarem o rato com o cérebro, e até a jogarem jogos, a Neuralink lançou um vídeo mais emotivo em que mostra como devolveu a voz a um paciente com ALS (amyotrophic lateral sclerosis).
Em vez de usar os padrões cerebrais para controlar o ponteiro de um rato, o sistema consegue converter as palavras pensadas em voz que é replicada com base na voz original da própria pessoa.
É mais um pequeno passo no caminho para popularizar interfaces cérebro-máquina, que obviamente inicialmente se destinarão às pessoas com limitações físicas que mais necessitam deles, mas que eventualmente se poderão tornar suficientemente atractivos para serem usados por todas as pessoas que desejarem uma forma mais directa de ligação ao mundo digital.
Obviamente que com isso surgirão todo um novo número de preocupações, tanto a nível do risco de invasão da privacidade (imaginem um Facebook com acesso aos pensamentos das pessoas), como outras que tornem realidade algumas das mais alucinadas histórias de ficção científica.
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Gosto particularmente da exposição aqui apresentada sobre a Neuralink, bem como de uma outra, bastante recente, sobre a SpaceX.
ResponderEliminarEm qualquer outro lugar ou meio de comunicação responsável, veríamos a habitual vassalagem a Elon Musk — de forma anedótica, redutora e patética.
Contudo, cabe destacar que a Neuralink ofusca verdadeiros cientistas que abraçaram a interface cérebro-máquina com vetores e propósitos muito mais nobres do que aqueles aplicados por ela.
Quem tiver interesse, basta procurar por Miguel Nicolelis, neurocientista brasileiro com décadas de trabalho e resultados consolidados na área. Nicolelis é também um forte opositor das práticas escabrosas delineadas por CEOs e investidores das grandes big techs.