2026/10/26

Starlink quer ligar-se a 80 mil antenas "5G" nos EUA

Nos EUA, a SpaceX revela finalmente os planos de como quer competir com os operadores de telecomunicações terrestres.

Os operadores de telecomunicações norte-americanos estão finalmente a perceber como a Starlink da SpaceX se pode tornar numa grande ameaça. Até agora, a posição destes operadores era a de que a rede Starlink não era uma ameaça, pois mesmo o seu serviço "direct to cell" que permite comunicar directamente com smartphones no solo sem necessidade de hardware especial, não era algo que podia competir com as torres de comunicação celular. Os satélites são excelentes para fornecer esse serviço em áreas remotas sem cobertura, mas não têm capacidade para lidar com milhares de ligações simultâneas numa área geográfica densamente povoada, e nem mesmo a expansão das frequências para os 800 MHz ia fazer grande diferença.

Mas agora, e ao estilo do que tem estado a promover para a partilha de internet entre comunidades, os operadores vêem como isso rapidamente pode mudar. A SpaceX está a negociar directamente com uma das maiores empresas de gestão das antenas celulares nos EUA, responsável por 80 mil antenas (50% da antenas existentes nos EUA).
Basicamente, se a SpaceX conseguir instalar uma antena Starlink em cada uma destas antenas, ultrapassa por completo todas as limitações das ligações directas "satélite-telemóvel", e com a vantagem adicional de que a empresa das antenas pode instalar antenas em qualquer local sem necessidade de infraestrutura de comunicações no solo, com isso a ser assegurado pela rede Starlink.

Agora, e tardiamente, as três grandes operadoras (AT&T, Verizon e T-Mobile) entram em modo de pânico e estão a fazer tudo o que podem para impedir que "empresas de satélites" entrem em competição directa com as telecomunicações terrestres. Só que, tendo em conta que as condições nos EUA são de que a FCC tenha uma postura amigável em relação à SpaceX, os seus piores receios arriscam tornar-se realidade a muito curto prazo.

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