A NASA espera que as empresas espaciais privadas possam salvar o Hubble.
A NASA está a procurar ajuda junto da indústria espacial privada para prolongar a vida útil do telescópio espacial Hubble. O famoso observatório está a perder altitude gradualmente, sendo estimado que se desintegre ao reentrar na atmosfera entre 2030 e 2035 caso a sua órbita não seja corrigida. Embora não esteja em perigo imediato, o futuro do Hubble depende de encontrar uma forma de o manter a uma altitude mais elevada.
Para evitar esse cenário, a agência espacial norte-americana está a convidar empresas privadas a apresentar propostas com possíveis soluções. O objectivo passa por encontrar uma forma prática e económica de elevar a órbita do Hubble, permitindo que o telescópio continue a funcionar. Entre as soluções possíveis está a utilização de naves espaciais já existentes, ou o desenvolvimento de novas tecnologias capazes de alcançar e reposicionar o observatório em segurança. Segundo o actual administrador da NASA, Jared Isaacman, manter o Hubble em órbita permitirá aos cientistas continuar a recolher dados valiosos e a fazer novas descobertas sobre o universo, aproveitando também melhor um equipamento espacial que já está em funcionamento.
Lançado em 1990, o Hubble transformou a nossa compreensão do cosmos ao longo de várias décadas de observações, captando algumas das imagens mais emblemáticas da história da astronomia. Uma eventual correcção da sua órbita poderá dar-lhe mais tempo para contribuir para a investigação científica antes de ser definitivamente retirado de serviço. Resta esperar que desta vez as coisas corram melhor do que a tentativa de salvamento do SWIFT (que deverá desintegrar-se na atmosfera nos próximos dias).
2026/11/02
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