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2012/10/21

A Eficiência do A6 do iPhone 5


A questão da autonomia é algo que paira constantemente sobre todos os utilizadores de dispositivos móveis, que no entanto exigem que os seus aparelhos tenham cada vez mais coisas e sejam mais potentes e rápidos. Como a tecnologia das baterias pouco (ou nada) tem evoluído ao longo dos últimos anos - ao contrário do que acontece com os CPUs - como será possível ir equilibrando o funcionamento de aparelhos cada vez mais potentes, usando as mesmas baterias, e mesmo assim poder ter autonomias idênticas ou até superiores?

A solução mais simples seria usar baterias maiores, mas isso implica maior volume e maior peso - algo que nem sempre é possível de conjugar com o desejo pelos aparelhos mais finos e leves.

Então, o que resta?... É simples, aumentar a eficiência dos CPUs mais potentes. E isso é algo que podemos ver em acção nas mais recentes gerações de CPUs, incluindo o novo chip A6 que a Apple estreou com o iPhone 5.


Este gráfico mostra os consumos de um teste feito num iPhone 4, 4S, e 5. Aqui podemos ver claramente como um CPU mais potente e gastador pode, na verdade, gastar menos energia que um CPU aparentemente mais poupado.

A linha verde mostra-nos o iPhone 4, que gasta apenas 1.25W durante o teste, menos que os seus sucessores mais evoluídos.
A linha azul mostra-nos o iPhone 4S, que passa a consumir cerca de 1.5W mas é capaz de terminar o teste em menos tempo.
E por último, a linha laranja mostra o iPhone 5, com consumos que andam na casa dos 2W, mas demora ainda menos tempo a terminar o teste - e onde se nota também uma muito maior variação nos modos de poupança de energia, que vão dos picos momentâneos que atingem os 2.5W de consumo a modos mais poupados de apenas 1.5W.

Não menos interessante, quando o teste termina e fica em modo de poupança de energia máxima, o A6 do iPhone 5 consegue gastar menos energia que o iPhone 4S.

Ou seja, temos aqui o perfeito exemplo de como um sistema mais gastador pode gastar menos, ao fazer o trabalho mais rapidamente e puder regressar aos modos de poupança de energia mais rapidamente.


Quando comparado com CPUs concorrentes, vemos que o Tegra 3 é capaz de oferecer prestações idênticas... mas à custa de consumos muito mais elevados (3.5W vs 2W) e onde mesmo o consumo mínimo em "poupança" é bastante elevado (mais de 1.5W).

Melhor sorte tem o Snapdragon S4, que para prestações semelhantes já consegue aproximar-se bastante dos consumos de 2W em processamento (mesmo se não atinge os picos de poupança "para baixo" nos 1.5W), e em standby consegue baixar do 1W - um valor muito melhor que o do Tegra 3, mas ainda assim superior aos conseguidos pelo A5 e A6 da Apple.


Assim se pode ver a vantagem que a Apple consegue ter sobre os concorrentes (a este nível) ao ter total controlo sobre os chips e também sobre o software, e assim conseguindo tirar o máximo proveito de ambos.

Curiosamente, o concorrente que mais se aproxima do nível de eficiência que a Apple consegue com os seus chips não é nenhum produto ARM... mas sim o Medfield da Intel! (O que não será tão surpreendente considerando-se o conhecimento e experiência que a Intel tem).



Não deixa de ser impressionante que ao longo dos últimos anos se tenha dado estes passos de gigante a nível de desempenho nos equipamentos mobile, e que dependendo das mesmas baterias... se consiga manter uma autonomia idêntica ou superior.


Não seria bom se as baterias tivessem evoluído ao mesmo nível, e nos permitissem agora ter smartphones que pudessemos usar confortavelmente durante uma 1 semana ou mais?

Pegando neste último gráfico que mostra a diferença de desempenho das várias gerações de iPhones, e se assumíssemos que o primeiro iPhone tinha uma autonomia de 12h - se as coisas tivessem evoluído na mesma proporção... o iPhone 5 teria agora uma autonomia de... 11 dias!

Ah... como é bom sonhar. :)

2011/10/17

Notícias do Dia

Se estiveste ausente este fim-de-semana eis o que perdeste: a infeliz mensagem passada pelo anúncio da transição para a TDT, Google Translate para Android com modo de tradução de conversações por voz, o Jawbone Up para digitalizar a tua saúde ao longo do dia, vimos o iPhone 4S por dentro, as respostas originais do Siri (que já quase funciona no iPhone 4), um NAS que dá literal sentido à palavra Turbo, e até uma tenda de luz low cost para melhorares as tuas fotos.

E começamos a aproximar-nos do final do passatempo que te vamos oferecer um Leitor de Cartões com USB 3.0 da Kingston, se aproveitaste o fim-de-semana para te inspirares, mostra o que vales. :)



2011/08/28

iPad Quad-Core só Chega em 2012

A evolução não pára, e se por agora todos aguardam para saber quando a Apple irá apresentar o seu novo iPad 3, e se este trará efectivamente o aguardado retina display - que fará os tablets darem o mesmo salto na resolução que o iPhone 4 deu nos smartphones - há quem esteja já a trabalhar na próxima geração que chegará na 2ª metade de 2012: o futuro chip A6 da Apple, baseado nos ARM Cortex A9 Quadcore.

Tal como o A5 presente no iPad 2 (e em breve na futura geração de iPhones) passou de um processador single-core para um dual-core, o A6 irá novamente duplicar o número de núcleos de processamento, passando a ser um quad-core. Isso não só lhe permitirá enfrentar a concorrência, que também prepara chips quad-core (como o Tegra 3 da Nvidia), mas... sendo fabricado com um processo de 28nm pela TSMC, permitirá criar chips mais rápidos, mais pequenos, e mais eficientes que a maioria dos restantes fabricantes (para comparação, os chips quad-core da Nvidia estarão a ser feitos em 40nm.)

O "problema" é que estes chips A6 apenas deverão estar pronto para o fabrico em massa a partir de Junho de 2012, o que impossibilitará o tradicional ciclo anual de actualização do iPad, com a sua apresentação a ser feita na primeira metade do ano - no entanto, a Apple já "quebrou" a tradição este ano, ao adiar igualmente o lançamento do iPhone.

Pelo que, a questão que agora se coloca: como irá a Apple gerir todas estas datas, de forma a que lance os novos modelos tão depressa quanto os possa fazer chegar ao mercado, mas sem estragar demasiado a tradição dos ciclos anuais das suas actualizações?

Será por isso que estão tão interessados em fazer sair um iPad 3 ainda este ano, para lhes dar algum tempo para depois lançarem o próximo mais tarde que o habitual? - Mas, com os rumores que a produção de ecrãs de alta-resolução estão a dar problemas, isso faz com que pareça pouco provável que um modelo lançado este ano traga o "retina display" - e se assim for, sem ecrã e sem novo chip mais potente, o que o diferenciará do actual iPad 2?

... A não ser que, tal como se fala da existência de um iPhone "low-cost", também a Apple esteja a preparar um iPad "low-cost" para combater o tablet da Amazon que está igualmente para chegar, e que supostamente irá custar bastante menos que o iPad da Apple.