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2012/08/17

Firefox OS já corre no Raspberry PI


Se têm um Raspberry PI e estão sem ideias em que o usar, eis uma nova e boa sugestão: que vos parece usá-lo para ver que tal está a andar o Firefox OS (anteriormente conhecido como Boot 2 Gecko - ou B2G).

Este projecto que pretende ser uma alternativa ao Android e ao iOS, colocando um browser no centro das operações - um pouco ao estilo que era preconizado pelo malfadado WebOS - parece estar a andar a bom ritmo e poderá ter argumentos de peso para conquistar os mercados onde os equipamentos económicos sejam mais requisitados.

Como se pode ver pelo vídeo, o Firefox OS corre bastante bem mesmo no modesto Raspberry PI, sendo até capaz de fazer render de algumas animações WebGL a 60fps (embora noutras com efeitos de transparência mais complexos, baixe para os 17fps).


2012/07/20

Firefox OS chega em 2013


O sistema operativo mobile da Mozilla - conhecido como "Boot 2 Gecko", mas recentemente rebaptizado Firefox OS - deverá chegar ao mercado em 2013.

Actualização: mas podes experimentá-lo desde já no teu computador.

Um sistema operativo que faz aquilo que o Google quis fazer com o seu Chrome OS, ou seja, tornar o browser no elemento central de toda a experiência de criação do interface de utilização e das Apps, e assim facilitar um desenvolvimento utilizando as tecnologias "web" já bem conhecidas de muitos developers.

Embora este Firefox OS não vá ter a vida facilitada, tendo que competir com o Android, iOS, e também o Windows Phone 8, a verdade é que se poderá tornar numa plataforma bastante atractiva para os developers em geral, e para os web developers em particular. É que aqui se dispensará a necessidade de ter um computador Apple para criar apps como acontece no iOS; ou um Windows para a plataforma da Microsoft; e - diz a Mozilla - este Firefox OS será ainda mais "aberto" que o Android do Google.

Pessoalmente, agrada-me a ideia de poder criar Apps usando tecnologias "web", que poderão ser desenvolvidas em qualquer sistema que os developers se sintam mais à vontade. E a longo prazo, esta opção de usar a web como ferramenta de criação poderá trazer vantagens acrescidas, pois irá de encontro ao que também se espera de todos os restantes browsers e sites na web... São cada vez mais as preocupações em fazer sites (ou webapps) que dêem uso ao hardware dos equipamentos (câmaras, etc), que tenham que lidar com inúmeros formatos de ecrã (desde um pequeno smartphone, a um monitor gigante, passando pelos tablets e mini-tablets)... coisas que fazem com que cada plataforma tenha que as soluccionar, de forma idependente, e repetidamente... e que melhor estariam ao ser resolvidas "num único sítio" que se pudesse aplicar a todos - como acontece com as páginas web.

2012/02/29

MozillaPhone B2G Open Web Devices e o Futuro dos Mobiles


Eis um novo pretendente na área dos smartphones que poderá vir a ser um verdadeiro concorrente com mais e melhor futuro a longo prazo que os existentes: o B2G (boot 2 Gecko) da Mozilla, e que já começa a angariar muitos interessados.

Estes primeiros dispositivos Open Web Devices (OWD) chegarão ao mercado ainda este ano, e uma vez que podem correr em hardware mais modesto, a Mozilla diz que o seu custo será dez vezes inferior ao de um iPhone.

Mas mais importante que isso, usando o browser como ponto central da plataforma - todo o interface é feito em HTML (um pouco ao estilo do que o Google pretende fazer com o seu Chrome OS) - este poderá ser o primeiro passo para uma real libertação das plataformas mobile.

Afinal... qual a sustentabilidade de "investir" em Apps fechadas para uma qualquer plataforma? Hoje compram Apps para iPhone, amanhã trocam de equipamento e têm que comprar Apps para Android, daqui por 2 anos trocam para um Windows Phone e voltam à estaca zero... e daqui por 5 ou 10 anos... quem poderá saber o que existirá? A única solução a longo prazo é convergir para Apps "universais" e standard que corram em qualquer equipamento... e isso é algo que se enquadra perfeitamente no conceito da Web e do HTML. Uma página web ou uma web app é das poucas coisas que se torna transversal e acessível a todos: Windows, Macs, Linux, mobile devices, etc... bastando apenas que tenham um browser decente.

Trazer este mesmo conceito para os dispositivos mobile, mais que desejável, parece-me ser a única solução possível para um futuro sustentável a longo prazo.