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2012/07/09

Apps de Desfragmentação no Android


Se no outro dia falamos das milagrosas Apps que prometem aumentar a autonomia do vosso smartphone; hoje vamos falar-vos de outras que tentam igualmente conquistar clientes incautos, que estejam traumatizados por problemas que afectavam os sistema de armazenamentos nos discos rígidos magnéticos dos seus computadores. Refiro-me às Apps que começam a surgir no Google Play Market, e que prometem desfragmentar os vossos Android!

A questão é que os vossos Android usam memória Flash - que nada tem a ver com um disco rotativo magnético que tem que esperar "milissegundos" para que o bloco de dados que deseja passe pela cabeça de leitura (ou escrita) - e cujo tempo de acesso é independente do seu posicionamento no "início" ou "final" de um endereço de memória. Daí que, o conceito de desfragmentação deixa de fazer sentido, e não só não traz nenhuma vantagem como até tem precisamente o efeito inverso: uma vez que que o número de ciclos de escrita nestas memória é limitado, estar a regravar dados apenas para os "alinhar" apenas estará a diminuir a longevidade das memórias.

E se alguns de vocês ainda se pudessem sentir tentados a imaginar que pudesse haver qualquer infíma vantagem em manter os dados contíguos numa memória flash, convém também não esquecer que em muitos casos esses memsmo blocos aparentemente contíguos... não o são. É que os sistemas de controlo das memórias têm que ter em consideração a tal longevidade dos blocos, e também possíveis blocos com erros; e como tal... internamente podem movimentar, substituir, e re-endereçar blocos, para melhor distribuirem os dados que estão a ser escritos e/ou trocarem-nos por blocos suplentes para serem usados em caso de erros (isto é algo que acontece nos SSD... motivo pelo qual também não deverão preocupar-se com desfragmentações neste tipo de discos.)

2008/03/27

Desfragmentação em Linux? Não Obrigado

Encontrei um artigo interessante que explica de forma simples a diferença entre os sistemas de ficheiros utilizados nos sistemas Windows e Linux, e a razao porque a tão popular questão da desfragmentação dos discos não é assunto recorrente quando se usa Linux.

Resumidamente, no sistema usado pelas plataformas Windows, os ficheiros são armazenados de forma contígua, e sempre que se fazem alterações aos mesmos, começam a surgir fragmentos - que, quando começam a ser numerosos, afectam drasticamente a performance das escritas e leituras no disco.

Pelo contrário, no sistemas Linux, os ficheiros são "distribuídos" pelo disco, de forma a que tenham o máximo de espaço para sofrerem alterações sem que entrem em conflito com os outros ficheiros.

A filosofia por trás destas diferentes opções é simples: o sistema de ficheiros do windows foi concebido para uso por parte de um único utilizador, e tentar manter os ficheiros o mais próximos possíveis para aumentar a velocidade de leitura de forma sequencial; o sistema de ficheiros usado pelo Linux foi concebido de raiz para ser usado em ambientes multi-utilizador, onde era mais vantajoso ter acesso rápido a ficheiros de forma "aleatória".