2012/02/14

Luta Anti-PL118 Continua


E porque há assuntos que não se podem deixar cair no esquecimento, a PL118 continua a dar que falar, e felizmente temos pessoas que tem dedicado o seu tempo livre a seguir bem de perto o percurso desta proposta de lei completamente anacrónica e sem sentido, por muito que alguns autores a tentem justificar - com argumentos perfeitamente rebatidos.

Que um autor queira ter a justa compensação pelo seu trabalho? Sem dúvida... ninguém põe isso em causa.
Mas então, não deveriam estar mais interessados em utilizar novos métodos, como os serviços de distribuição e streaming digital, que permitam contabilizar - ao segundo - quem ouve o quê, quando e como, e distribuir justamente os rendimentos para quem realmente está a ser "ouvido"?

Ah, esperem... é muito mais fácil inventar uma taxa, onde paguem tudo e todos, não importa pelo quê nem que uso dêem aos seus gigabytes de espaço. É pagar e calar!
Uma taxa que o sr. Tozé Brito, tão interessado em defender os direitos dos autores, espera que lhe faça ir parar aos bolsos alguns dos meus euros - mesmo não tendo eu nunca comprado um seu CD, DVD, ou seja lá o que ele tiver feito; nem tão pouco pretender ceder-lhe alguns dos gigabytes dos meus discos para lá guardar seja o que for com ele relacionado.

Explique-me lá a justiça então, de o senhor estar a receber por cada Gigabyte que eu usar com fotos e vídeos de família, ou até com as músicas de outros artistas cujos CDs comprei - e que pelos seus próprios argumentos, deveriam ser eles a receber, e não você!

O senhor Tozé Brito diz que nada tem contra quem ser autor/criador e disponibilizar os seus conteúdos de borla. Pois bem, eu também nada tenho contra os autores que queiram ser justamente recompensado pelo que fazem (e para os quais contribuo comprando as suas obras)... mas não à custa dos autores alheios!

Se estão assim tão desesperados e com falta de rendimentos, e acham o vosso trabalho assim tão valioso (mais do que aqueles criadores e autores que vocês dizem que o fazem "por brincadeira", vá-se lá saber esses critérios que determinam a validade de uns autores serem mais autores que outros) - a solução é simples... aumentem o preços dos vossos CDs, livros, etc, como acontece com qualquer outro produto nesta economia de mercado. Assim cada um poderá receber em função daquilo que realmente vende, e não há custa dos gigabytes alheios.

... Senão daqui a pouco querem uma outra taxa para vos ajudar a sobreviver mesmo no caso de autores em que, azar dos azares, nunca sequer venderam nada...

7 comentários:

  1. Estás-te a esquecer do mais óbvio. O Sr. TZ Brito apresenta-se nesse artigo como autor, mas evitando cuidadosamente a ressalva de que é, antes de mais, administrador da SPA...

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  2. De facto, o que mais irrita é ouvir estes tipos usar a palavra justiça.

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  3. lol, esse senhor não sabe mesmo do que está a falar.... ou faz que não sabe lol

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  4. O homem é um imbecil!

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  5. É como já tinha dito tb. Não sei onde está a justiça o ditos autores irem buscar dinheiro sobre algo que não venderam. Nesse sentido alguém que tenha lançado alguns álbuns sabe-se lá quando, vão estar a receber constantemente dividendos, não de vendas dos seus albuns, mas sim de uma taxa. Onde é que está a lógica disto. Assim não lhes custa realmente. É uma autêntica mina de ouro. Vamos lá ver se os nossos governantes ganham algum juízo e não aprovam esta lei.

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  6. Eu acho que deviam taxar os pratos. Sim os pratos por cm2. Há muita gente que vai a restaurantes e não paga a conta, então deviam taxar os pratos e distribuir a taxa pelos restaurantes.

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    1. Nuno, não lhes dês ideias... que certamente até começarão a achar que isso tem toda a lógica! ;)

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